Agricultura

Projeto leva verduras, frutas e legumes orgânicos à mesa dos são-mateuenses e colabora com a renda de agricultores

As sacolas são entregues semanalmente para a população são-mateuense e contém de 8 a 12 produtos da época dentre frutas, legumes e hortaliças, custando R$ 25,00. (Fotos: Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

Em meio a inúmeras discussões sobre alimentação saudável culminadas por questões de geração de renda ou melhoramento delas na agricultura familiar, o grupo de agricultores orgânicos de São Mateus do Sul desenvolveu o projeto “Comércio Justo”, que visa aproximar o agricultor do consumidor local, além de ofertar produtos da época e trazer renda para os agricultores.

Atualmente, o projeto conta com nove famílias de agricultores, onde a grande maioria é composta por mulheres que atuam nos grupos da Rede Ecovida de produtos orgânicos, “Esperança” da comunidade do Lageadinho e o “Povoado” da comunidade da Vargem Grande.

Segundo o membro Edson Renan Maciel Kugeratski, de 22 anos, o projeto é resultado da parceria dos agricultores com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). “Começamos a discutir essa ideia em fevereiro de 2017, com o apoio da vereadora Fernanda Sardanha. Em março de 2018, a faculdade UEPG também nos ofereceu ajuda”, informa.

A parceria com a UEPG se deu em decorrência do contato da agrônoma Alice Karine que presta assistência ao núcleo de certificação orgânica dos grupos. No início de 2018 a instituição fez duas palestras em São Mateus do Sul, uma no Colégio Estadual São Mateus e outra em uma empresa da cidade apresentando o projeto e os produtos.

O Colégio São Mateus foi uma das primeiras instituições que abraçaram a ideia do projeto e semanalmente os agricultores entregam várias sacolas ecológicas aos funcionários e professores do colégio.

Renan ressalta que os agricultores recebem os pedidos dos clientes semanalmente e logo após, organizam a colheita dos produtos da época. Em seguida os agricultores organizam a montagem das sacolas e dão sequência com a distribuição à comunidade que proveu a encomenda. Com a captação dos pagamentos, o último passo é a distribuição do montante da semana aos membros do projeto, que recebem pelos produtos entregues, seguindo uma tabela de preços.

Cada sacola que é fruto do reaproveitamento de banners e lonas que são confeccionadas por mulheres que integram a Rede de Mulheres da comunidade Emiliano Zapata, cooperativa de trabalhadoras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da cidade de Ponta Grossa e cedidas sem custos aos agricultores, contém de 8 a 12 produtos da época, dentre frutas, legumes e hortaliças e custam apenas R$ 25.

Atuando há cerca de 5 meses em São Mateus do Sul, o projeto atende semanalmente entre 20 a 50 clientes, que recebem produtos orgânicos de propriedades de agricultores certificados pela Rede Ecovida.

De acordo com Renan, que assume a responsabilidade pela comunicação do projeto, as perspectivas futuras do grupo é fortalecer a agricultura orgânica local. “Queremos ofertar um alimento seguro ao consumidor e organizar mais produtores para dar início a uma feira livre agroecológica em nossa cidade.”

Semanalmente, às quintas-feiras, o sacolão ecológico chega carregado de saúde aos consumidores são-mateuenses, nos colégios aos grupos de professores, às residências e ao comércio local. Vem cheia e se devolve vazia para posterior entrega.

Em breve os grupos de agricultores orgânicos almejam formar uma cooperativa dos produtores, a CoperaSamas.

Serviço

Aos interessados em contar semanalmente com a entrega dos produtos orgânicos, podem entrar em contato com o jovem Renan pelo seguinte contato (42) 98847-3224.

Colaborador

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