Grupo que participou da Caravana da Educação. (Fotos: Acervo Pessoal)

“Dividir o que você tem com o outro é uma grande lição para participar de uma ajuda humanitária”, compartilha Marly Perrelli, psicóloga que atua em São Mateus do Sul e que participou por 10 dias de uma ajuda humanitária em Moçambique, na África. A missão aconteceu no mês de dezembro de 2019 e trouxe para a profissional experiências que ficarão marcadas para sempre em sua trajetória profissional e principalmente pessoal.

Grupo de ajuda

Marly fez parte da Caravana da Educação, organizada pelo grupo Fraternidade Sem Fronteiras, que tem como um dos principais objetivos reduzir a fome na África e em cidades vulneráveis. De acordo com o grupo, eles mantêm centros de acolhimento onde oferecem alimentação, cuidados com a higiene, atividades pedagógicas, culturais e formação profissionalizante. “Amparamos idosos com alimentação e construção de casas. Estamos perfurando poços artesianos nas aldeias africanas e, com a chegada da água, iniciamos o cultivo sustentável de alimentos, capacitando jovens agricultores e envolvendo as crianças em atividades de educação ambiental”, explicam.

A psicóloga conta que na missão que participou haviam diversos profissionais, dentre professores, pedagogos, médicos, enfermeiros e jornalistas. “Foi uma soma de conhecimento em busca do bem”. A Fraternidade Sem Fronteiras busca “sacudir o mundo” com a ideia de que milhões de pessoas, cada uma ajudando um pouquinho, podem acabar com a fome e promover a vida de famílias que vivem na extrema miséria. “Desejamos contagiar as pessoas pela confiança de que é possível, sim, fazer um mundo melhor: o bem só precisa agir.”

Ajuda psicológica

Dentre as principais atividades realizadas pela psicóloga na África estavam brincadeiras e interações entre as crianças das comunidades. “Fui com o objetivo de instruí-los com temas diferentes, músicas, contar história e principalmente fazer com que eles tenham esse momento de se desligar das preocupações e simplesmente brincar”, conta. A principal dificuldade encontrada pela profissional nesses dias de Caravana foi acompanhar de perto a vulnerabilidade das famílias que vivem na África. “Lá existem lugares que não chove há mais de 20 anos. Mas a principal lição que tiro disso tudo é de que, mesmo com todos esses problemas, eles permanecem de sorriso no rosto. Afinal, se eles chorarem a dor o tempo todo, como vão sobreviver?”

Nos dias de missão Marly ficou em um alojamento coletivo próprio da Fraternidade, e guarda em sua memória a demonstração de carinho das crianças e a valorização delas por cada grão de alimento. Em suas redes sociais a psicóloga compartilhou vídeos e momentos durante seus dias em missão. Além de Moçambique, Marly participou também em 2015 de uma missão no Haiti, e hoje é membro e uma das fundadoras da Rede de Apoio Psicossocial (RAP), que presta apoio psicossocial em emergências e desastres.

Como ajudar a Fraternidade

Você pode ajudar a manter e a assegurar a continuidade dos projetos humanitários da Fraternidade sem Fronteiras, sendo um padrinho ou madrinha. O apadrinhamento é a doação mensal de R$ 50 ou mais destinada para a compra de alimentos, atenção à saúde, estudo, atividades pedagógicas, culturais, formação profissionalizante e também a estrutura e montagem dos centros de acolhimento. O padrinho recebe periodicamente informações sobre a evolução dos projetos, tem disponibilizada a prestação de contas detalhada e pode participar de caravanas de voluntários para conhecer o trabalho humanitário de perto.

Para colaborar acesse o site: www.fraternidadesemfronteiras.org.br.
“Você ajuda o outro mas acaba se ajudando”, encerra Marly.

Mesmo com tantas dificuldades sociais e de saneamento, o sorriso no rosto foi visível no rosto de todas as crianças durante a missão.

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
O poder da informação através do repórter
Casa de Passagem São Vicente de Paula conta com o apoio da comunidade para a sequência do trabalho
Conheça o Gazetowski, o novo membro da Gazeta Informativa