(Imagem Ilustrativa)

Muitas pessoas me perguntam como publicar um livro. Não sou um especialista no assunto, pois só publiquei um livro sozinho e participei com textos em mais de cem edições impressas e digitais de coletâneas de contos organizadas por outros profissionais.

Algumas das dicas a seguir tem como base orientações do professor, escritor e editor Marcelo Spalding, de Porto Alegre.

Geralmente as pessoas têm um desejo: publicar um livro. Mas antes é preciso planejá-lo, escrevê-lo e até que ele esteja pronto para publicação há muito trabalho, muitas fases para se cumprir.

É preciso muita dedicação. Revisar e revisar o texto, fazer uma boa revisão linguística, submeter o texto para leitura crítica, enviar para alguns amigos, testando-os como leitores. Revisar, melhorar, ajustar. Como escritor, você será representado pelos sentimentos que o seu texto provocar no seu leitor. Então, é preciso cuidado: a palavra escrita permanece.

Publicar um livro é fácil e, da maneira mais simples, basta você levar o seu texto em word em determinadas gráficas que eles fazem capa, diagramação, ficha Catalográfica, registro do ISBN, imprimem e embalam. Tudo tem um custo, é claro!

Algumas editoras possuem orçamentos automatizados em seus sites. Você escolhe os serviços desejados: o tamanho; a gramatura do papel da capa e do miolo; o tipo de papel; se quer ilustrações; a quantidade de páginas; o número de exemplares a serem impressos; se precisa de revisão linguística ou de leitura crítica; e por aí vai.

Mas se a sua opção for por um e-book, em sites especializados como o da Amazon, em alguns clicks você publica o seu texto, de graça, para o mundo. Entretanto, há incontáveis ebooks no mercado, boa parte de qualidade duvidosa, o que gera certo descrédito no mercado.

Sim, é fácil, mas o que você pretende com o seu texto? Apenas quer que pessoas conheçam a sua história? Quer ganhar dinheiro com o livro?

O mercado literário é muito disputado. Várias editoras preferem publicar livros estrangeiros ou republicar livros antigos, onde quase não há direitos autorais a serem pagos. Você pode pagar e publicar o seu livro, mas as editoras não garantem programas de marketing e comercialização que lhe garantam retorno ou publicidade. Ganham dinheiro com a edição do seu livro e não com a venda.

Eu, particularmente, como escrevo textos curtos, tenho participado de Concursos Literários e assim, consigo publicar e divulgar meus textos. Também preparei alguns textos mais longos e tenho dois projetos quase concluídos. Um terceiro objetivo é publicar uma coletânea de contos. Tentarei parceria com alguma editora. Também, como forma de manter o exercício da escrita e publicidade, escrevo esta Coluna, aqui na Gazeta Informativa.

Então, temos alguns caminhos para publicar um livro: enviar o texto para uma editora; fazer uma publicação independente (pagando pelos serviços e impressão ou publicando um e-book); submeter a concursos ou editais.

Mas, mesmo que você não publique ou ganhe dinheiro com ele, vale a pena escrevê-lo. Será um bom exercício para sua mente. Poderá, inclusive, livrar-lhe de algum peso que carregue. Lúcio Costa, um dos arquitetos e urbanistas de Brasília, não pensava em ganhar o concurso para a escolha do projeto da nova capital. Dizia apenas que ele tinha uma missão, precisava preparar e apresentar o projeto. Talvez seja este o mesmo objetivo de alguns de vocês. Então, escrevam.

Tomo a liberdade de indicar alguns livros que me ajudaram neste processo. Há muitos outros.

•Escrita Criativa para iniciantes – Marcelo Spalding – Editora Metamorfose;
•Criação Literária, da ideia ao texto – José Carlos Laitano – Letra & Vida;
•Sobre a escrita, a arte em memórias – Stephen King – Suma de Letras.

Bom trabalho!

Adnelson Borges de Campos
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