Pulseiras utilizadas na triagem do Protocolo de Manchester. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Está sendo aplicado em São Mateus do Sul, no Pronto Atendimento (PA) Municipal Dr. Oséas Pacheco, desde o dia 12 de fevereiro, o Protocolo de Manchester, método que utiliza pulseiras para identificar a gravidade dos pacientes que procuram o atendimento de saúde. Médicos e enfermeiros do PA foram capacitados pela equipe do Grupo Brasileiro de Classificação de Risco (GBCR) através de um treinamento que especificou como funciona a triagem através de um fluxograma apresentando os sintomas e suas gravidades, como intensidade das dores, sinais vitais, sangramentos, sintomas, glicemia, quadro clínico entre outros.

De acordo com o GBCR, atender o paciente por ordem de chegada resultará em um tempo de espera prolongado principalmente para os pacientes graves. Para evitar riscos à vida, os profissionais treinados passarão a realizar a classificação de risco de acordo com os sintomas diagnosticados na sala de triagem. “Temos quatro enfermeiros capacitados que farão a triagem em relação ao Protocolo de Manchester. A classificação da gravidade é feita pela queixa do paciente, e dessa forma o profissional entregará a pulseira de acordo com a prioridade clínica”, explica Vanilse Amaral, diretora de urgência e emergência da rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

O significado das cores

Vermelha (emergência): nesse caso, existe risco imediato a vida do paciente e ele precisa ser atendido prontamente. Tempo de espera: imediato.

Laranja (muito urgente): o paciente necessita de atendimento o mais rápido possível. Tempo de espera: até 10 minutos.

Amarela (urgente): não é considerado uma emergência, porém o paciente precisa passar por uma avaliação e tem condições de aguardar atendimento. Tempo de espera: até 60 minutos.

Verde (pouco urgente): é considerado um caso com baixo risco de agravo imediato a saúde. Tempo de espera: até 120 minutos.

Azul (não urgente): o paciente pode aguardar atendimento ou ser encaminhado para outro serviço de saúde. Tempo de espera: até 240 minutos.

Branca: é um caso eletivo, em que o paciente não apresenta sintomas relacionados ao atendimento de urgência e emergência, e pode ser atendido no dia posterior em uma unidade de saúde.

A equipe médica explica que o tempo de espera é respeitado, e a cada mês será realizado uma auditoria para verificar se o método está sendo cumprido corretamente. “Nas pulseiras verdes por exemplo, estimamos um tempo de espera de até 120 minutos, mas não significa que necessariamente o paciente esperará tudo isso. Esse fluxo depende muito da demanda de atendimentos no PA”, esclarece a equipe.

Vanilse explica que o Protocolo foi implantado no PA por conta do grande número de pessoas que passam pelo local, que soma uma média de 120 pacientes diários. “Existem pacientes que possuem seus próprios estatutos, como os idosos, crianças e portadores de deficiência. Se eles forem diagnosticados com pulseiras de cores que não apresentam tanta gravidade, eles aguardarão atendimento, porém serão os primeiros a serem atendidos dentro de sua classificação.”

Nas redes sociais o Protocolo dividiu opiniões, em que pessoas apoiam o sistema de triagem, já outras acreditam que o PA também deveria melhorar em outros aspectos. O PA está localizado na Rua Dr. Paulo Fortes, 150, em frente ao Hospital e Maternidade Dr. Paulo Fortes. Telefone para contato: (42) 3912-7066.

Redação do jornal Gazeta Informativa

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