Prismas

Qual o seu diferencial?

(Imagem Ilustrativa)

Num mundo cada vez mais competitivo é preciso possuir algum diferencial. Isto vale para pessoas, organizações, e até para municípios, estados e países.

Uma das perguntas-chave numa entrevista para emprego, por exemplo, é: qual o seu diferencial?”. É neste momento que boas oportunidades são perdidas, quer pela não preparação para a resposta, pela falta de qualificação ou ainda, por não se possuir realmente um diferencial.

Assim, profissionais com experiência ou iniciantes no mercado de trabalho, precisam de algo que os diferencie dos demais. Mais do que isso, precisam convencer aqueles que os indagam de que realmente possuem tal diferencial.

Vejam que, quando você inicia a sua vida profissional e não possui experiência, também pode identificar seus diferenciais como criatividade, dedicação, e desempenho escolar, por exemplo. Alguns tem mais facilidades para as questões lógicas, outros para o relacionamento interpessoal. Somos diferentes e precisamos explorar nossas diferenças, evidenciando porque elas são positivas.

Alguns costumam dizer que “cavalo encilhado não passa duas vezes”. Eu adaptaria o ditado popular para “cavalo encilhado nem sempre passa duas vezes”. É importante que um profissional se qualifique, se diferencie. Então, quando a oportunidade surgir, suas chances de agarrá-la serão maiores em relação ao menos preparados. Se você não se preparou ou ainda não identificou o que lhe faz diferente dos demais, ainda há tempo. Sempre há tempo.

Para se preparar, precisa pensar em quais atividades melhor você se adaptaria, segundo suas habilidades e também tendo em mente seus sonhos e aspirações financeiras e sociais. A partir daí, precisa começar a formar a sua base de conhecimentos, estudando, lendo ou mesmo trabalhando, se possível, em áreas com alguma afinidade com a que pretende para o seu futuro profissional.

O mesmo vale para um município. Na semana passada, nesta Coluna, fiz um exercício imaginando como seria o São Mateus do Sul do futuro. Precisamos, com base nas nossas experiências e anseios, identificar as nossas vocações, as nossas capacitações, a estrutura já existente, os nossos diferenciais e, a partir daí, pensar em como concorrer com os demais municípios na busca de recursos, de estrutura para manter e melhorar a qualidade de vida da nossa população.

Lembro de certa vez em que o então Prefeito de Joinville, Luiz Henrique da Silveira foi indagado por um repórter se a afirmação dele de que o Festival de Dança da cidade era o maior do mundo seria verdadeira, pois havia um festival de uma cidade francesa que parecia ser maior. Ele respondeu: o nosso é o maior do mundo, se eles acreditam que o deles é o maior, que se manifestem, eu trabalho para que o nosso seja o maior, o melhor. O sonho dele se realizou e em 2013 o Festival entrou para Guinness Book. Era o maior em número de participantes e em quantidade de gêneros que abraçava.

Temos que pensar e planejar o nosso futuro. É claro que as dificuldades existentes nos forçam a pensar no imediato, no curto prazo. Porém, precisamos encontrar formas e tempo para planejar, para imaginar como seremos nesse futuro.

Também já escrevi nesta coluna que tudo que o homem é capaz de sonhar, de imaginar, ele é capaz de realizar. Isto é só uma questão de mais esforço, dedicação, de aceitar desafios e estes diferencias todos podemos ter.

Adnelson Borges de Campos
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