(Imagem Ilustrativa)

Adoçar a vida. É das desculpas que a gente ouve por aí, a mais comum para justificar a sobremesa depois do almoço. Esse é um mimo gastronômico, muito mais gustativo que qualquer outra coisa, é um agrado para o sabor e para os olhos.

A confeitaria sempre foi a mais querida das artes culinárias, a que mais transforma e por sua vez, a mais mágica.

Mas das docerias da vida, pelo mundo afora, nem todas elas se fizeram só de doces.

Até porque nem todo doce é doce por inteiro.

Mas como assim um doce que não é doce? Pois tem sim, e é do bom!

Não só pelo fato de que o açúcar da cana – que é bem mais doce que o açúcar da beterraba, por exemplo – ser mais popular aqui nos lados brasileiros, mas também porque a confeitaria européia, por exemplo, se apega muito em sabores frutados, mais discretos e de aromas mais pronunciados.

Um exemplo clássico dessa confeitaria que explode sabores – não tão doces mas deliciosamente intrigantes – é o Tiramisú, o xodó da cozinha italiana.

Original da região da Toscana, na cidade de Siena, mesmo com as controvérsias de sua criação, Tiramisú consiste em um pavê de creme de Mascarpone, vinho marsala, biscoito de champagne embebido em café forte, cacau em pó e/ou chocolate em barra.

Existem várias histórias sobre o seu surgimento, mas todas partem da ocasião da visita naquela cidade, do Granduque de Toscana, Cosimo III de Medici, que era famoso por gostar de doces.

Em sua homenagem, os “Pasticcieri” de Siena prepararam para o duque uma sobremesa com os ingredientes mais nobres: o queijo mascarpone, o chocolate e o café, e primeiramente a chamaram de Zuppa del duca; – Sopa do Duque.

Algumas versões já incluem a parte afrodisíaca da receita às necessidades do próprio duque, outras já separam pelas propriedades dos insumos utilizados em seu preparo: o café, considerado afrodisíaco, e o chocolate, que era estimulante; e por causa dessa combinação, esse pavê era consumido na Toscana antes dos encontros amorosos.

A lenda conta que durante o Renascimento se considerava o Tiramisù (O tiramisù [tiramiˈsu] (em vêneto, tirame-sú ; em italiano, tirami su, de tira + mi + su: “levanta-me”; “puxa-me para cima” um afrodisíaco potente, então as venezianas o preparavam para os seus amantes ao cair da noite, proporcionando a eles mais energia. Para os dias quentes, uma excelente saída para a preguicinha vespertina.

Das minhas sobremesas, essa com toda a certeza (depois do sorvete, é claro) é uma das minhas prediletas.

Agora chega de fazer vontade e mãos na massa, que essa a receita passeia pela elegância italiana e é um verdadeiro desbunde gastronômico.

Tiramisu

INGREDIENTES:

6 ovos médios;
120 g de açúcar;
500 g de mascarpone;
400 g de biscoito champagne;
Cacau em pó;
1 cálice de vinho marsala, do porto ou licor (café, amêndoa);
Café coado bem forte – para banhar o biscoito.

FAÇA ASSIM:

  • Coe o café bem forte e misture à bebida alcoólica.
  • Separe as claras das gemas e adicione metade do açúcar (60g) nas gemas, bata na batedeira até obter um creme uniforme
  • Adicione o mascarpone. Bata até incorporar um ao outro
  • Em outro recipiente bata as claras em neve e pouco a pouco vá adicionando a outra metade do açúcar, sempre batendo na batedeira
  • Depois das claras montadas em neve com o açúcar, acrescente a mistura do mascarpone com as gemas. A mistura das claras com o creme deve ser feita delicadamente com uma colher em movimentos suaves de baixo para cima.
  • Para iniciar a montagem, escolha um recipiente retangular ou oval, coloque uma porção do creme e distribua no fundo do recipiente e posteriormente o biscoito champagne banhado no café. Atenção para não deixar o biscoito muito molhado. É só um “susto” para saborizar o biscoito, ou ele vai desmontar.
  • Intercale as camadas de biscoito e creme, e ao final polvilhe o cacau em pó.
    Para enfeitar, coloque lascas de chocolate meio amargo ou chocolate ao leite sobre o cacau em pó.
  • Deixe refrigerar por pelo menos 6h e sirva sempre bem gelado.

Buon Appetito, e que seja doce como a vida.

Lincoln Molinari
Últimos posts por Lincoln Molinari (exibir todos)

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Um pão delicioso, fácil e sem erros
ÓIA A COBRAA!
Os sabores do outono