(Imagem Ilustrativa)

Na coluna anterior, testemunhamos o sim pontual dos três Pastorinhos à pergunta da Virgem de Fátima, se estes queriam oferecer-se a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quisesse enviar-lhes, como um ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e como uma súplica para a conversão dos pecadores. Diante da resposta positiva daquelas humildes crianças, Nossa Senhora falou: “Ide, pois, ter muito o que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto”.

Vale ressaltar que a descrição destes acontecimentos foi realizada por Lúcia. Ela explicou que quando Nossa Senhora disse estas últimas palavras “abriu pela primeira vez as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa, como que reflexo que delas expedia, penetrando-nos no peito e no mais íntimo da alma, fazendo-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente que nos vemos no melhor dos espelhos. Então, por um impulso íntimo também comunicado, caímos de joelhos e repetíamos intimamente: ‘Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento”. Por fim, a Virgem de Fátima ainda acrescentou: “Rezem o Terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”, pois, naquele mês de maio de 1917, a Primeira Guerra Mundial seguia a sua marcha. Em seguida, nas palavras de Lúcia, a Senhora “começou a se elevar serenamente, subindo em direção ao nascente, até desaparecer na imensidade da distância”.

A Mãe de Deus, como devemos imaginar, produziu nas crianças uma indizível impressão de paz e alegria, por isso, elas caíram em profundo silêncio de admiração por aquela Celeste Mensageira. No entanto, Jacinta não continha a sua emoção e, de tempos em tempos, quebrava aquele silêncio exclamando “Ai! Que Senhora tão bonita! Ai! Que Senhora tão bonita!”. Quando lemos sobre as aparições marianas é fato recorrente essa admiração dos videntes pela beleza da Mãe de Deus. E, em algum santo diálogo entre o Céu e a terra – do qual não me recordo as circunstâncias – diante da exclamação do vidente pela sua beleza, Maria Santíssima explicou ser o Amor o que a torna, assim, tão bela, e que essa condição também está ao nosso alcance, bastando-nos apenas que também amemos sem medida.

Francisco, que não ouvia a voz da Mãe de Deus, ao saber das duas meninas o que Ela havia dito sobre ele, de que iria para o Céu, mas que ainda precisaria rezar muitos terços, cruzou as mãos acima da cabeça e, de tão contente, falou em alta voz: “Ó minha Nossa Senhora! Terços digo quantos Vós quiserdes!”. E, apesar daquela Senhora tão bonita, como dizia Jacinta, não ter pedido sigilo sobre a aparição, as crianças fizeram um “pacto de segredo”, assim como fizeram quando o Anjo da Paz lhes apareceu, um ano antes. No entanto, desta vez, o segredo não durou por muito tempo. Jacinta, assim que viu sua mãe, correu para lhe contar o que havia acontecido, e esta julgou ser apenas imaginação da filha. Mas, a alegria de Jacinta era grande demais para guardá-la somente para si e, mais tarde durante o jantar, voltou a contar toda a história. Francisco, por sua vez, não querendo mentir e nem quebrar a promessa que havia feito à prima Lúcia, optou ficar em silêncio. Todavia, seu pai sabendo da incapacidade do filho de mentir, interrogou-o, e Francisco, sem ter outra alternativa, confirmou toda a narrativa da irmã Jacinta. E a notícia, como sabemos, se espalhou por toda a parte…

Bela Mãe de Fátima, ensina-nos a amar como ama o seu Filho Jesus! Um cordial abraço e até a próxima coluna que, neste assunto, continua!

Ingrid Ulbrich
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