Artigo de Opinião

Queria ainda pensar como criança

Nos últimos dias, voltando do trabalho, reparei nos postes de luz que estavam sendo colocados em uma rua próxima da minha casa e lembrei de quando era criança e achava que todas as luzes da cidade eram acesas por alguma pessoa específica.

Lembro que ficava muito cismada pensando nessa pessoa, coisas do tipo “que horas será que ela vai acender todas as luzes?”, “será que ela acorda muito cedo para apagar tudo?”, “vai que um dia ela esquece de acender e todo mundo na cidade fica sem luz!”. Lembro que até imaginava o lugar que essa pessoa supostamente trabalhava (uma sala com um disjuntor que acendia tudo).

Até compartilhei isso no meu Facebook nessa semana e muitas pessoas se identificaram e comentaram que também pensavam a mesma coisa, teve até gente que imaginava que a pessoa acendia poste por poste para trazer iluminação pelas ruas. Também teve gente que achava que a torre da Petrobras era um foguete.

Isso me fez pensar na inocência e de como acreditávamos muito em alguma coisa quando éramos criança. Ouvi muitas vezes que se você quer saber a verdade é só perguntar para uma criança que ela nunca mente. A pureza com que lidamos com os “problemas” fantasiados quando criança me faz perceber como perdemos essa essência na medida que os anos passam.

Aprendemos com o tempo a enganar, esconder e degenerar informações que fazem com o nosso caráter seja perdido pouco a pouco. Nos preocupamos demais, se estressamos demais, esquecemos de valorizar as pequenas coisas que passam despercebidas por nós mesmos.

Um recado para essa semana? Pense como criança: pense nos detalhes, acumule coisas boas, valorize a sua vida e as pequenas coisas. Não se apegue apenas em um só pensamento.

(E ah: se você ainda pensava como eu quando era criança, existe um sensor [conhecido como fotocélulas]em cada poste que detecta quando a luz solar não é mais existente no local e dessa forma, a lâmpada é acesa).

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