Saúde é apontada como prioridade pela população. (Foto: Hugo Lopes Júnior/Gazeta Informativa)

A Prefeitura de São Mateus do Sul, através da Secretaria Municipal de Planejamento, realizou uma pesquisa para determinar junto à população quais seriam as prioridades de investimentos para 2022 e em quais áreas deve dar mais atenção na hora de aplicar recursos. A pesquisa é o chamado: Orçamento Participativo. Nele, os moradores da cidade indicam ao poder executivo os pontos que acreditam que deveriam merecer maior atenção.

A pesquisa esteve disponível para votação via on-line no site da Prefeitura Municipal até dia 5 de abril e contou com a participação de 117 pessoas, apontando algumas prioridades que devem nortear o futuro orçamento municipal. As preferências ficaram entre saúde, trabalho e emprego. Também educação, com porcentagens bem próximas.

Como prioridade nas aplicações de recursos, a pesquisa apontou realmente o anseio da população e o que mais espera da atual administração: a geração de emprego e renda em primeiro lugar com 14,2%. Essa é um ponto que o município sente: a falta de oportunidades de trabalho. Tanto para a população adulta, como para os recém-formados e também para os jovens que buscam o seu primeiro emprego. Essa estatística aponta duas situações em que a Prefeitura deverá atuar: atrair empresas para se instalarem no município e criar facilidades para que os pequenos empreendedores possam iniciar seus empreendimentos, seja com incentivos de menores taxas de impostos ou com barracões industriais permitindo iniciar atividades com apoio e estrutura física.

A saúde também foi lembrada com necessidade de atendimentos com especialistas, bem como mais exames, reduzindo a fila de espera. A agricultura que possui boa estrutura no município foi lembrada com a necessidade de estradas rurais em condições de atender quem investe na produção agrícola.

Os maiores investimentos foram pedidos na saúde, com mais de 30% e trabalho e renda, em segundo, com 16,2%. Outa área que a população quer ver investimentos é a educação, apesar de ser a secretaria que possui o maior orçamento. A pesquisa não possibilitava essa opção, mas a saúde deveria ter um planejamento a médio e longo prazo, de atuação preventiva, com campanhas desde as escolas, associações comunitárias, via imprensa, para que a população invista na prevenção e evite diversos males que podem ser eliminados com algumas mudanças de hábitos. Isso possibilitaria termos uma população mais saudável, com melhor qualidade de vida e mais recursos para aplicação em outras áreas da saúde, como aquisição de equipamentos e diagnósticos. Começando por uma campanha para uso correto das diversas academias ao ar livre que foram espalhadas pela cidade, e que houvesse prioridade para os mais idosos.

Entre os bairros que foram apontadas com maior necessidade de investimentos, o centro ficou com 28%, a vila Pinheirinho com 20%, a vila Prohmann com 10%, a vila Faty com 6%, a vila Amaral e a Colônia taquaral com 5%. O resultado seria esperado pois praticamente 77% dos que votaram são moradores da cidade e apenas 23,1% do interior.

A pesquisa também pedia para apontar o que não deveria ser prioridade em investimentos. Os eventos turísticos ficaram em primeiro lugar com 23,9%, esporte e lazer com 16% e casas populares com 9,2%. Foram os três itens mais votados. As duas primeiras escolhas, a princípio, não trazem surpresa, pois são setores que sempre recebem pouco investimento das administrações, mas os investimentos nas casas populares chamam a atenção, pois é um setor que traz muito movimento ao comércio em geral, pois a construção civil é fomentadora de vários outros setores, visto que uma casa nova necessita de móveis, pintura, eletrodomésticos, além dos próprios materiais para a construção e a mão de obra, que geralmente é local.

Se a pesquisa, apesar da pouca adesão, não define por si só os caminhos a serem seguidos, permite dar início à conversação e debates com diversos órgãos e entidades representativas do município, bem como a população, para um orçamento mais específico atendendo os anseios da comunidade. Simplesmente aplicar em saúde ou educação é muito vago, mas é um caminho a seguir, atendendo as expectativas e desejos da maioria. Sabendo que o orçamento não é infinito, sendo bem aplicado e otimizado pode render muito mais, atendendo o desejo daqueles para quem a Prefeitura deve trabalhar.

Hugo Lopes Júnior
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