Jornal de São Mateus do Sul (PR) e região

Reunião determina a destinação da verba de R$ 1 milhão do Hospital Doutor Paulo Fortes

Fotos: Hugo Lopes Júnior

Fotos: Hugo Lopes Júnior

Na noite desta quinta-feira, dia 8 de junho, em reunião no Hospital e Maternidade Dr. Paulo Fortes, em São Mateus do Sul, a diretoria atual do hospital apresentou para a comunidade e o corpo clínico, como será utilizado a verba que conseguiu através de emendas parlamentares.

A reunião teve início com algumas palavras do prefeito Luiz Adyr Gonçalves Pereira, que comentou a origem das emendas parlamentares, sendo uma delas no valor de R$ 1 milhão. A verba de R$ 1 milhão foi conquistada junto ao deputado federal Evandro Roman (PSD-PR), que teve cerca de 2.400 votos em nossa cidade. Inicialmente foi solicitada uma emenda no valor de R$ 1,5 milhão, mas foi liberado R$ 1 milhão e Luiz Adyr e seu grupo político decidiu que o valor integral fosse para o hospital. Essa verba foi solicitada ainda em 2015 e os trâmites começaram em outubro de 2015 quando foi acenado pelo deputado, a verba.

Até março de 2016 foi apresentado o projeto para compra de equipamentos, pois havia prazo para tal, para não perder a verba. Comentou que os pedidos de verbas estão sempre acontecendo, e nem sempre são atendidas, mas todo o ano, é solicitada. Comentou também do convênio feito com o hospital para a feitura do projeto arquitetônico completo para o novo hospital, sem o qual não se consegue verba alguma para se pensar na construção da nova unidade, pois já existem promessas sérias de emendas para esse fim, de construção do novo hospital, mas sem projeto não existe possibilidade.

A direção do hospital apresentou que a última emenda federal que chegou ao hospital foi em 2006, para reforma da cozinha. Também comentou que em relação a essa verba que o hospital recebeu, muitas coisas estão sendo faladas de maneira até maldosa, tanto que o Ministério Público questionou a diretoria sobre denúncia de uso indevido desses recursos. Foram apresentados os extratos bancários e esclarecido que esses valores são apenas para aquisição de equipamentos, conforme consta no projeto inicialmente apresentado em 2016. O trâmite das compras funciona da seguinte maneira, com os pedidos protocolados no Ministério da Saúde, acontece uma licitação onde as empresas apresentam seus valores para vender os equipamentos solicitados, o menor, como num leilão, ganha. Feita a compra, e o recebimento do equipamento, o hospital aciona o Ministério da Saúde que libera o recurso diretamente para a empresa. O hospital não tem acesso a esse dinheiro para realizar nada, inclusive o gerente da agência bancária da conta, não tem acesso a ela. Uma forma totalmente transparente de se utilizar o recurso.

O valor de R$ 1 milhão da emenda do deputado Evandro Roman entrou numa conta especial (só para esse fim) no dia 29 de maio de 2017, desmentindo as notícias de que já havia sido consumido parte dos recursos. Os outros recursos são emendas do deputado federal Dilceu Sperafico (PP-PR), R$ 100 mil e do também deputado federal Fernando Francischini (SD-PR), também R$ 100 mil. No caso do deputado Francischini, ainda pode ser que venham mais R$ 200 mil.

Foi apresentado pela diretoria do hospital a listagem dos equipamentos que serão adquiridos pelo hospital. A listagem que foi feita pelos médicos no início de 2016, e que agora seria revisada, se necessário. Também participou da apresentação o Sr. Maurício Nickel, da empresa Hulp Consultoria e Projetos, especializada na assessoria de compra de equipamentos médicos, que auxiliou na apresentação do projeto para o Ministério da Saúde, já que existem muitos detalhes, que precisam ser observados para evitar a perda desses recursos. Nickel explicou também diversos pormenores que muitas vezes travam ou dificultam o processo de aquisição. Demonstrou como é feito a aquisição, uma espécie de pregão eletrônico onde as empresas fornecedoras, estão diariamente consultando o site do Ministério da Saúde para ofertar seus produtos, um mercado segundo Nickel, que movimenta cerca de R$ 30 bilhões ao ano. O projeto de aquisição do hospital está no site do Ministério com descrição dos equipamentos e as empresas ofertam seus produtos, dentro da solicitação, e o menor preço fica disponível para o hospital fazer a aquisição. Se não o fizer pelo menor preço, terá que justificar, e possivelmente acabará perdendo essa verba.

O hospital tem um ano para fazer a prestação de contas dessas aquisições, contando do dia do depósito, adiamento desse prazo é possível, com justificativa bem formulada, pois tem equipamentos que levam muito tempo para chegar, pois são importados e existem trâmites burocráticos que levam a demora.

A listagem dos equipamentos foi ratificada pelo corpo clínico (médicos e enfermeiros) do hospital, também que modificações poderiam retardar a aquisição de equipamentos. E alguns equipamentos que se fazem necessário, apontado pelo corpo clínico serão adquiridos com o valor das outras emendas.

O ponto negativo da reunião foi a presença de poucos médicos que fazem parte do corpo clínico, dos 37 médicos, apenas 7 se fizeram presentes, nesse importante momento, pois nunca o hospital recebeu uma verba desse porte. Além da aquisição desses equipamentos a diretoria e os presentes conheceram mais um pouco os caminhos para a aquisição de novas verbas e como funciona o sistema, pois é a primeira vez que isso acontece com verbas federais, sabendo agora que é possível conquistar recursos para construção, reforma, equipamentos médicos, computadores.

Redação

Redação

Redação do jornal Gazeta Informativa
Redação
Compartilhe esta reportagem...Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Print this page


Comentários: