Religiosidade

Ronaldo Rodrigues é o novo padre da Diocese de União da Vitória

Atuando na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa, na Vila Nepomuceno, Ronaldo Rodrigues foi ordenado no dia 8 de abril no município de Rebouças. (Fotos: Acervo Pessoal e Cláudia Burdzinski)

“Uma pessoa chegou para mim certa vez e disse: ‘você tem cara de padre’, e eu me assustei de começo”, comenta Ronaldo Rodrigues, o novo padre ordenado da Diocese de União da Vitória, que contou para a equipe da Gazeta Informativa um pouquinho sobre sua vida e decisões nesse trajeto sacerdotal.

Nascido no dia 21 de setembro de 1993, Ronaldo é natural de Rebouças, município vizinho de São Mateus do Sul, e lá passou uma infância divertida e cheia de boas recordações. Aquele “piázinho” sempre muito curioso foi o protagonista de muitas peripécias, dentre passeios de bicicleta que davam errado, e muitos fatos divertidos com vidros quebrados e brincadeiras com fogo, que até hoje embalam o repertório de histórias em suas palestras. “Sempre peço em minhas orações para jamais perder as lembranças, pois elas me fazem refletir de como a vida é única e divina”, admite.

Ronaldo comenta que gosta de usar suas histórias de criança nas palestras pois são fatos simples, que certamente a maioria das pessoas já viveu algo semelhante. “Isso faz com que as pessoas retornem as suas raízes, aos tempos de criança e percebam a beleza da vida”, justifica.

Filho de Renato Carlo Rodrigues e Maria Joana França Rodrigues, Ronaldo é o irmão mais velho de Alex Junior Rodrigues, e lembra que desde muito cedo teve uma boa referência dos pais na vida religiosa. “Eles me levavam muito para a missa, e isso sem dúvidas foi o começo de tudo”, explica.

Mesmo sendo uma criança travessa, Ronaldo conta que um dos principais interesses no caminho sacerdotal se iniciou na observação dos gestos do padre em uma missa. Ele comenta que achava bonita toda a movimentação durante uma celebração, e acreditava que a possibilidade de ajudar o próximo é uma grande virtude sacerdotal.

O primeiro contato direto foi quando se tornou coroinha, e conheceu de perto a rotina de um padre. “Isso tudo foi despertando minha vontade, mas na época não comentei para ninguém esse desejo”. Instigado por um amigo que realizava retiros no seminário, Ronaldo se sentiu convidado para conhecer como funcionavam as instalações de um lugar de formação para padres. “Tudo foi se encaminhando, e o desejo só aumentava. Foi então que mais tarde, após terminar o ensino médio, tomei a decisão de ir para o seminário. Deixei para trás muitos sonhos, seguindo algo muito maior.”

Instigado sobre a reação de seus pais na hora da decisão de ingressar no seminário, Ronaldo admite que para eles foi uma grande surpresa. “Mesmo eu sempre comentando a ideia, cada um com seu jeito, contribuiu muito para minha decisão. Minha mãe me deixou livre para que eu decidisse o que eu quisesse seguir, meu pai não era muito favorável à ideia, mas acredito que isso foi uma das bases para que o desejo se formasse de uma forma mais firme.”

Passando pela saudade de casa nas primeiras semanas em que mudou-se para o seminário, o padre destaca que esse momento foi de grande aprendizagem e de crescimento pessoal. “Nossa prioridade no seminário sempre foi o estudo e aproveitar o período de formação.” Ele também destaca o cotidiano repleto de atividades e afazeres, que ocupavam bastante a mente, como aulas de noções de idiomas em grego, latim, inglês, italiano e uma disciplina sobre história geral.

“Sempre gostei de ajudar em encontros, mas sempre busquei aproveitar o período de seminário em todas as partes. Uma das áreas que sempre me encantou é o jornalismo, então sempre gostei de me envolver em atividades que englobassem a comunicação”, admite. Ronaldo comenta que o jornalismo estava como segunda possibilidade de estudo.

Quem convive com Ronaldo desde seu período no seminário, percebe o seu interesse em trabalhar com o público jovem. Ministrando catequese desde muito cedo, o padre também já foi criador e disseminador de muitos grupos de jovens de nossa Diocese. “Sempre me preocupei em como os jovens estão deixando sua vida. Vi muitos se perderem em caminhos ruins, e sempre que tinha oportunidade, quis mostrar para eles Deus, e que existe um caminho que leva para o bem”, afirma.

A forma descontraída com que trata sobre alguns assuntos aproximam muitas pessoas justamente por essa metodologia criativa de proclamar o amor de Deus. Além de celebrar, Ronaldo é um excelente cantor e usa da música como uma maneira próxima de evangelização.

Em 2017, realizou um estágio sacerdotal na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e de acordo com ele, foi um tempo abençoado. “Estar com o povo, conviver, caminhar junto, certamente só foi amadurecendo minha decisão.” Na mesma Paróquia, Ronaldo foi ordenado por Dom Agenor Girardi (in memoriam) como diácono, e isso lhe trouxe grandes experiências.

“Dom Agenor, sempre foi um grande irmão, um amigo muito especial e que ajudou muito em minha vocação, pois me mostrou a simplicidade com que Deus age. Seu falecimento doeu muito e sua vida de oração me marcou bastante. Cada vez que vamos para União da Vitória, não deixamos de passar na Catedral onde ele foi sepultado e rezar uma Ave Maria, pedindo que lá do céu, ele interceda por nós”, expressa.

Pelo fato do falecimento de Dom Agenor, a Ordenação Presbiteral que estava prevista para o mês de março foi postergada para o dia 8 de abril, ocasião esta, que foi marcada pela primeira Ordanação da categoria de Dom Leomar Antônio Brustolin, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre – Rio Grande do Sul.

De acordo com Ronaldo, o dia de sua ordenação foi um momento muito especial, e a ansiedade positiva tomou conta. “Foi uma celebração muito serena. Um grande número de fiéis esteve presente de toda Diocese. Destaco as comunidades de Rebouças, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa e da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que estiveram em peso compartilhando esse momento.”

Hoje, o novo padre está atuando como vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Czestochowa, localizada na Vila Nepomuceno. “Uma das frases ditas por Dom Leomar que mais me marcou, foi: ‘santifica esse povo Ronaldo, e eles se santificando, tu te santificarás também!’”, encerra Ronaldo.

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