(Imagem Ilustrativa)

Parece-nos contraditório quando temos que refletir quanto ao nosso meio ambiente, concorda? Quando pensamos no meio, enquanto metade, conota-se a ideia de que o meio ambiente não é todo, mas sim parte dele. É notório que as discussões em torno da sustentabilidade do planeta e as condições de vida, não somente humana, ampliaram-se a partir da segunda década deste século, embora poucos esforços venham caminhando para garantir a sobrevivência do ambiente inteiro. Não vamos nos deter ao título, mas sim ao seu conteúdo.

Embora venha caindo em desuso, desde o final da última década do século passado, o meio ambiente ganhou novas significações e conseqüentemente, novos conceitos. Um mérito, até então, desconhecido pela nossa população. Sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, economia ecológica, conservação ambiental, enfim, termos que nos chamam atenção para uma prática mais profunda: o despertar de uma consciência para um consumo ecologicamente correto e ambientalmente sustentável. Nossa! Parece aquelas frases de impacto de filmes de ação, com desastres naturais à vista. E não vivemos esses desastres? Vivemos numa contradição constante entre nossas atitudes e ações práticas de consciência ambiental. Sempre culpamos o outro, como se o outro não fosse parte de nós.

Como não conseguimos enxergar nossos hábitos e comportamentos com tanta clareza, não mudamos. Óbvio que temos que considerar que despertamos (ou ainda despertando de um sono profundo), ainda que, em horas de atraso frente a outras nações, ditas desenvolvidas. Até porque o termo “desenvolvimento” é genérico, e não abrange apenas o poder econômico de uma sociedade, mas sim, também, o quão ela está desperta para atitudes cidadãs. Os benefícios do desenvolvimento são colhidos hoje, mas os danos à biodiversidade crescem na mesma proporção desse desenvolvimento. Cabe lembrar que um colapso ambiental afetaria diretamente a economia moderna e a conformação social do planeta. Recomendo pesquisarem sobre os efeitos do dióxido de carbono, e também, sobre os efeitos direto do gás metano, diametralmente mais destrutivo que o dióxido de carbono, para assim ter a noção devida da nossa contribuição para esse estrago silencioso. Se fizermos uma analogia entre o meio ambiente e dinheiro, vamos perceber que não estamos vivendo de rendimentos, mas sim, estamos devendo, e muito. Temos caminhado isto é fato, e deve ser reconhecido. No entanto, temos sabotado freqüentemente o ambiente, ao modo que, na proporção que estamos indo, não tão distante, é previsível o insustentável.

Por Gladstony Wilker Bezerra.

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