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Saiba os riscos na compra de veículos “NP”, “pizera” ou “bruxo”

A venda desse tipo de veículo é recorrente da falta de pagamento em financiamento, furtos ou roubos. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Com a facilidade da venda e compra de diversos produtos nas redes sociais, a atenção para a qualidade da aquisição precisa ser redobrada. É muito comum encontrar a venda de carros nomeados como “NP”, “pizera” ou “bruxo”. NP é a sigla para “não pago”, ou seja, um carro que foi financiado, mas nenhuma prestação foi quitada. Os golpistas conseguem dados pessoais de “laranjas” para comprar carros zero em concessionárias, e oferecem o produto mais barato que o normal.

Como se tratam de carros sem documentos, financiados e não pagos, em poucos meses o banco que realizou o financiamento poderá solicitar à Justiça a busca e apreensão do bem, afirmando a ilegalidade da compra. Em São Mateus do Sul existe uma forte venda e procura por veículos dessa categoria nas redes sociais, algo que é proibido judicialmente.

Além da categoria de financiamento, os carros e motos podem ser produtos recorrentes de roubos e assaltos. “Se o veículo for financiado e não pago, a pessoa que adquiriu pode ser acusada de estelionato de acordo com o artigo 171”, enfatiza Rafael Toporowicz, responsável por importante blog de caminhoneiros reconhecido nacionalmente.

A equipe da Gazeta Informativa entrou em contato com o Capitão da 3ª Companhia da Polícia Militar (PM) de São Mateus do Sul, Ederson Pinheiro Crevelin, que explicou a visão policial sobre a comercialização desses veículos. Segundo Crevelin, a PM trabalha com questões de furtos e roubos. “Nós fiscalizamos esses veículos quando há o mandado de busca e apreensão. Não podemos interferir na questão da venda”, explica.

Esse tipo de veículo é vendido facilmente por conta do baixo valor. Por exemplo, um carro que normalmente custa R$ 25 mil, pode ser vendido por R$ 4 mil, dentro da categoria NP. Toporowicz alerta a atenção para a compra desses veículos: “É muito importante tomar cuidado com esse tipo de negócio. Pela falta de documentação, o comprador corre grandes riscos de perder o bem depois da compra. Por não ter procedência, o cliente não tem garantia nenhuma. Por mais que o preço seja tentador, não compensa a compra pelo ponto de vista legal e ético”, enfatiza.

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