Consumidores pagarão por média de consumo, em suas faturas de água. (Thaís Siqueira/Gazeta Informativa)

A medida teve mão dupla: proteger o cliente e evitar contágio do colaborador. A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) não esteve fazendo a leitura nos hidrômetros (medidores) desde o meio do mês de março, quando foi declarado a pandemia mundial do novo coronavírus (Covid-19). A iniciativa estava prevista em contrato e caso o cliente discorde pode pedir alteração na fatura recebida.

Está previsto em contrato, de acordo com a assessoria de comunicação da empresa, na adesão ao serviço. Em inúmeras situações, sendo a pandemia uma justificativa bastante razoável. Segundo o departamento, no momento a Sanepar usou esta prerrogativa contratual e mudou a leitura habitual e mensal. Contudo, a empresa mudou e retomou leituras nesta quinta-feira (2).

Por outro lado, se o consumidor entender que o quantitativo lançado difere do realmente gasto, pode pedir a retificação e emissão de nova fatura com a indicação própria de quanto consumiu no período. Esta regra valeria em qualquer tempo, mas amplificada neste momento de estado de emergência nacional. Até porque em meses anteriores pode ter consumido mais que o normal.

O chefe do Escritório Regional da Sanepar, Bolívar Luiz Menoncin Júnior, explica que a medida foi importante, sobretudo na proteção dos clientes e dos colaboradores da empresa. “Para não expor os leituristas e nem os moradores, estão sendo emitidas pela média”, relatou. Reforçando que incoerências podem existir e serão corrigidas pela Companhia, sem prejuízo ao consumidor.

Desde a segunda-feira, dia 23 de março, as centrais de relacionamento estão fechadas ao público. Essa medida segue recomendações do Governo do Estado e Ministério da Saúde, visando colaborar com a prevenção e o combate ao coronavírus. Sendo avaliada como “uma proteção para clientes e empregados da Sanepar”. O trabalho de produção de água e tratamento de esgoto segue, 24 horas por dia.

A orientação, para consumidores que notam diferença entre o consumo no período e o que está sendo cobrado – pela média –, é de que liguem para a Sanepar. O atendimento é feito pelo 0800-200-0115, 24 horas por dia. No telefonema, o cliente pode informar os números corretos e a empresa corrigir sem necessariamente que um colaborar faça a conferência no medidor.

A Companhia, também, tem o aplicativo Sanepar Mobile e o site www.sanepar.com.br como ferramentas de contato virtual com os consumidores.

Na manhã desta quinta-feira (2), em nota, a Sanepar informou que retomou as leituras de campo. “Foram reforçadas as medidas de segurança para os leituristas, como o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e álcool em gel e foi adotada uma nova dinâmica deste trabalho”, afirma.

Maior consumo e índices menores de chuva podem
implicar falta de água

No mês de março foram produzidos 166.347 metros cúbicos de água, em São Mateus do Sul. Seis mil a mais do que o previsto (em torno de 4% de aumento). O manancial, de acordo com dados informados pela gerência regional, está baixo, mas ainda abastecendo. Não sendo motivo, de preocupação, mas de alerta para evitar desperdícios desnecessários.

Em fevereiro foram produzidos 152.768 metros cúbicos de água no município, ficando 974 metros cúbicos a menos do que o previsto da Sanepar, frente à demanda estatística para o consumo dos são-mateunses. O que deixou a previsão de gasto muito próximo aos números de consumo. Fato que no mês seguinte a pluviosidade foi inferior ao esperado e o nível do Rio Taquaral tem baixado gradativamente.

“A recomendação continua sendo para o uso consciente, uma vez que a estiagem continua”, reafirma Bolivar. Neste contexto, a Sanepar no estado todo está com mensagens publicitárias que pedem pelo consumo racional e sem desperdício. Quando as pessoas estão mais em casa, esta regra precisa ser motivada com consciência. Evitando gastos desnecessários, conforme a empresa.

Sidnei Muran

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