Prismas

São as dúvidas que movem o mundo

Escultura O Pensador, feita por Rodin, que dizia “O que faz meu Pensador pensar é que ele pensa não só com o cérebro, mas também com suas sobrancelhas tensas, suas narinas distendidas e seus lábios comprimidos. Ele pensa com cada músculo de seus braços e pernas, com seus punhos fechados e com seus artelhos curvados”.  (Imagem Ilustrativa)

Mesmo quando tratamos das ciências não exatas, tentamos encontrar formas de quantificar a inteligência e o comportamento humano.

Certa vez ouvi alguém dizer que se mede o potencial intelectual de uma pessoa pela sua capacidade de suportar dúvidas. A dúvida está associada a tomada de decisão. Quando se vai escolher um caminho a seguir, a vida pessoal ou profissional nos oferece várias alternativas, pois na maioria das vezes, não há um único caminho a seguir.

Qualquer trajeto possível entre o ponto de tomada de decisão e o nosso objetivo oferece vantagens e desvantagens, riscos e oportunidades. Quase sempre há mais incertezas do que certezas.

Dúvidas não são ruins, elas nos fazem pensar. Talvez você lembre que o Canal Futura nos incentivava a pensar e, em uma de suas campanhas, afirmava que não são as repostas que movem o mundo e sim as perguntas. Sim, são as dúvidas que movem o mundo, que estimulam o desenvolvimento das pessoas. Então, precisamos aprender a lidar com elas, pois se diferencia, quem consegue lidar melhor com tais incertezas. Também arrisco dizer que é mais feliz quem trabalha melhor as suas dúvidas.

Um dos meus primeiros gerentes na empresa em quer trabalho dizia que o importante é decidir. Para ele se um gerente tomasse uma decisão e acertasse, merecia nota dez. Se acaso tomasse uma decisão e errasse, talvez merecesse uma nota entre cinco e sete. Agora, se não decidisse, sua nota não seria diferente de zero. Deixando a métrica de lado, o importante é decidir.

Quando você não faz a sua escolha, tudo o que viria depois de uma possível decisão sua, muito provavelmente não acontecerá ou outros escolherão por você.

Lembrem que no meu segundo parágrafo eu disse que ouvi alguém dizer que se mede o potencial intelectual de uma pessoa pela sua capacidade de suportar dúvidas. Suportar dúvidas não é conviver com elas. Também acredito que há pessoas com grande capacidade intelectual e que ainda não estão preparadas para lidar com as suas dúvidas. Todos somos dotados de inteligência, assim, é possível aprender a decidir.

Tudo é uma questão de exercício. Assim, evoluímos: pensando, escolhendo, fazendo.

Quem já não teve a oportunidade de ver uma das estátuas de Rodin, mesmo em imagens nos livros ou na Internet. Talvez elas melhor representem fisicamente a natureza da dúvida. Rodin dizia: “O que faz meu Pensador pensar é que ele pensa não só com o cérebro, mas também com suas sobrancelhas tensas, suas narinas distendidas e seus lábios comprimidos. Ele pensa com cada músculo de seus braços e pernas, com seus punhos fechados e com seus artelhos curvados”.

Talvez seja isto mesmo, precisamos no entregar por inteiro na busca de repostas para nossas dúvidas.

Nascido em São Paulo (SP), são-mateuense de coração, casado com Denise, pai de Lucas, Vinícius e Helena. Administrador, especialista em gestão empresarial pela ESAG/UDESC e especialista em Gestão e Auditoria Ambiental pela FUNIBER. Trabalha na Petrobras desde 1986, onde exerceu, desde 1987, funções gerenciais em mais de nove áreas especializadas. Atualmente é gerente de manutenção da Unidade de Industrialização do Xisto em São Mateus do Sul (PR). Contista desde 2012, com diversos textos publicados em meio impresso e digital. Autor de Histórias que as estrelas contam – um pouco de astronomia para adolescentes. www.adnelsoncampos.com.br - adnelsoncampos@gmail.com.

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