(Imagem Ilustrativa)

Por algum tempo considerei fantasiosas muitas das histórias dos santos católicos. Afinal, inúmeros são os prodígios relatados, e eu, impregnada das “verdades da ciência”, julgava-as belas, mas pertencentes às lendas populares. Hoje, sigo como dito em um artigo do site do Padre Paulo Ricardo, “é para serem lidas que as divulgamos, convencidos de que não é justo sonegar aos católicos de agora esses piedosos relatos da vida dos santos, só porque não se adequam aos critérios atuais de historiografia” e que “nenhum dos milagres de Cristo têm algo a temer ante a moderna crítica científica”.

Mas, sigamos à história de Cristóvão, o patrono dos motoristas, cujo dia celebramos em 25 de julho. Gigante, não só em estatura, era cananeu e antes de ser batizado chamava-se Réprobo. Ele tinha como objetivo servir ao mais poderoso dos reis, e na sua procura, apresentou-se a um rei que tinha essa fama. Acabou presenciando o rei fazer o sinal da cruz quando este ouviu o nome do diabo numa canção que era recitada. Réprobo quis saber que gesto era aquele e o rei explicou que sentia medo ao ouvir aquele nome e por isso traçava em si o sinal para se proteger. Decepcionado, Réprobo disse que se o rei temia o diabo, então, ele serviria a este, porque era mais poderoso.

Na busca de seu novo senhor, encontrou uma multidão de soldados e um deles, feroz e terrível, perguntou ao nosso gigante para onde ele se dirigia. Este respondeu, que procurava o diabo para tê-lo por seu senhor, e por sua vez, o soldado respondeu: “Sou quem procura”. Mas, ao andarem juntos encontraram uma Cruz pelo caminho e o soldado fugiu apavorado, conduzindo Réprobo por um atalho acidentado. Nosso gigante estranhou, querendo saber o porquê dessa fuga. O diabo respondeu que um homem chamado Cristo foi pregado a uma cruz, e sempre que vê esse sinal, foge. Novamente, Réprobo concluiu: “Então este Cristo, cujo sinal tanto temes, é maior e mais poderoso do que tu! Em vão trabalhei, sem ter encontrado até agora o maior rei do mundo. Quero deixar-te agora e procurar este Cristo”.

Continuou sua busca e encontrou um eremita que o instruiu sobre o Evangelho de Cristo. Convertido e agora chamado Cristóvão, construiu uma cabana ao lado de um rio perigoso em que muitas pessoas morriam ao atravessá-lo, e por ser um homem forte e de grande estatura, ajudava as pessoas na travessia, incansavelmente, com a ajuda de um cajado. Certo dia, uma criança lhe pediu para que a levasse à outra margem. Colocou-a nas costas e dentro do rio sentia o peso da criança aumentar mais e mais, até ficar quase insuportável, o que o fez pensar que fossem se afogar. Do outro lado do rio, Cristóvão disse ao pequeno que ele o havia colocado em grandes apuros pois sentia em seus ombros o peso do mundo. Por sua vez, a criança lhe disse: “Não se espantes, tu tiveste sobre os ombros não só o mundo inteiro, mas também o Criador do mundo. Eu sou Cristo, teu Rei, a quem tens servido nesta obra. E para mostrar que digo a verdade, quando voltares, enfies na terra o teu bastão ao lado de teu casebre, e pela manhã o verás florescido e prenhe de frutos”. Cristóvão assim o fez, e pela manhã, encontrou seu cajado carregado de folhas e tâmaras como se fosse uma palmeira. (Legenda Áurea: vidas de santos)

Um homem convicto, forte e corajoso, assim foi São Cristóvão, cujo nome significa “aquele que carrega a Cruz de Cristo”. Um modelo perfeito para os motoristas do nosso Brasil que tem a fé como companheira.

Que as efemérides da vida nos ajudem a construir dias sempre melhores!

Um cordial abraço!

Ingrid Ulbrich
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