Esporte Geral

São-mateuense de 6 anos completa o trajeto de 60 km da 9ª Trilha da Ovelha

Davi de Oliveira Przyvitowski fez o trajeto junto de seus pais do começo ao fim, totalizando 60 quilômetros percorridos regados a muita adrenalina. Ele foi a criança mais nova a completar todo trajeto da trilha, e sonha ser um piloto bastante reconhecido em São Mateus do Sul. (Fotos: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa e Ovelhama)

Aventura, adrenalina e coragem estão presentes no sangue de Davi de Oliveira Przyvitowski, são-mateuense que com apenas 6 anos de idade, deu aula e foi exemplo para muita gente grande nos 60 quilômetros da 9ª Trilha da Ovelha, realizada em Campo Alegre (SC).

O evento que foi realizado no dia 18 de março, reuniu pilotos de muitas cidades do Paraná, Santa Catarina e dos países vizinhos. A trilha faz parte do calendário da Festa Estadual da Ovelha. Na edição de 2018, contou com 2.470 motos inscritas, além das motos, houve a modalidade dos quadriciclos e uvt’s (modelo de quadriciclo), que também realizaram o percurso.

Participando de sua primeira trilha e acompanhado do pai, Marlon Santos Przyvitowski, e da mãe, Neli de Oliveira, que juntos, fortificaram a união da família em cada quilometragem do percurso, Davi mostrou para o que veio, e foi a criança mais nova a completar todo o trajeto. “Esse final de semana aprendi muitas coisas com o Davi”, admite a mãe. A família conta que, como o evento reuniu muitas motos, todos os cuidados foram tomados para a segurança do menino, desde a largada até o final do percurso. A família iniciou o trajeto às 9h30, e finalizou às 14h.

Da esquerda para direita: Davi de Oliveira Przyvitowski, Marlon Santos Przyvitowski e Neli de Oliveira. A família participou da 9ª Trilha da Ovelha e completou todo percurso.

A pequena moto com o número 95 (homenagem ao Relâmpago McQueen, personagem fictício da franquia de filmes de animação gráfica Carros, da Disney/Pixar), foi a sensação do evento. Davi e sua moto foram o foco principal de muitas fotografias registradas no momento. Muitas pessoas gritavam quando o são-mateuense passava. Instigado pela mãe sobre a sensação que sentiu durante a trilha, Davi disse que ficou muito feliz e arrepiado quando recebia todo esse carinho do público.

No trajeto eles passaram pela lama, desviaram pedras, galhos e poças de água, que aumentou ainda mais a adrenalina durante a trilha. “Fiquei impressionado e até agora não consigo entender como o Davi se saiu tão bem e foi tão forte na trilha. Isso é coisa de Deus”, admite Marlon. O casal presenciou a surpresa no rosto das pessoas quando eles falavam que o filho tinha apenas 6 anos.

Essa paixão pela moto começou com o pai, que praticava corridas de motocross e velocross desde 2007, mas atualmente não compete mais. “Quando o Davi era bebê a moto chamou sua atenção. Ele assistia muitos vídeos de corrida”, conta o pai. A partir daí o pequeno passou a apresentar mais interesse por esse meio. O início das atividades para aguçar sua coordenação motora partiu da bicicleta, que foi uma importante base para o equilíbrio e controle do pequeno sobre duas rodas.

Após a insistência para a compra de uma moto própria para corrida, aos 4 anos de idade, Davi teve o contato com o esporte pela primeira vez. Questionado sobre a preferência de pilotar em pistas (que exige a velocidade) ou em trilhas (que exige resistência), Davi admite, “gosto dos dois.”

“Além de gostar e levar jeito para pilotar, ele busca sozinho muito material de vídeo na internet, e isso ajuda muito seu desenvolvimento”, diz Marlon. A família comenta que durante esse tempo em que pilotam, Davi repassou muitas dicas que aprendeu assistindo programas relacionados a moto.

O pequeno tem como sonho ser o melhor piloto de São Mateus do Sul e conseguir muitos fãs e admiradores de seu trabalho. O próximo evento que a família participará será em julho, o Bananalama, na cidade de Corupa (SC), considerado pelo Guinness World Records como o maior encontro de trilheiros do mundo. Uma moto maior já foi adquirida para concretizar mais esse importante passo na história de Davi, e acompanhá-lo em mais destinos de aventura.

“Sempre queremos que nossos filhos sejam melhores do que a gente em todos os aspectos e sentidos. O sonho dele é nosso sonho, e vamos fazer o possível e o impossível para realizá-lo. O mais importante é que nós nunca insistimos ele a fazer nada. O Davi faz tudo da maneira que ele mais gosta: brincando”, enfatiza Neli.

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