Kelli Daiane Musial, passou a infância na comunidade da Água Branca e encontrou nos estudos a oportunidade de ir em busca dos seus sonhos. (Fotos: Acervo Pessoal)

Foco, coragem e determinação são palavras que resumem o dia a dia de Kelli Daiane Musial, de 27 anos, que passou no concurso do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) para a vaga de Técnica Judiciária. Ela foi a 47ª colocada dos 149 mil inscritos para o concurso. “Meu sonho sempre foi passar em um grande concurso até os 30 anos”, comenta. Ela também conseguiu uma ótima colocação no concurso para escrivã da Polícia Civil do Paraná, no qual tem grandes chances de ser nomeada em breve.

 Kelli explica que a profissão de Técnica Judiciária se caracteriza por reunir documentos, petições e auxiliar na movimentação processual, no que tange à expedição e ao recebimento de processos. “Como o concurso é estadual, ainda não sei onde vou trabalhar. Talvez eu consiga para São Mateus do Sul ou Curitiba”, diz.

 A são-mateuense comenta que em abril de 2017 pediu demissão do seu emprego na Loteria da Caixa Econômica Federal. “Fiz dos estudos a minha profissão, uma vez que eu estudava cerca de 8 horas líquidas por dia, incluindo os finais de semana e os feriados”. Ao todo foram 2 anos e 8 meses de dedicação.

Criada na comunidade de Água Branca, interior de São Mateus do Sul, ela afirma que desde cedo entendia que precisaria estudar para realizar todos os seus sonhos. “Venho de uma família humilde de agricultores e senti na pele o que é trabalhar sob o sol ardente todos os dias”, compartilha.

Aos 17 anos Kelli mudou-se para a área urbana de São Mateus do Sul, onde iniciou o curso técnico em Química Industrial no Colégio Estadual São Mateus. Em seguida, ela foi aprovada para a graduação em licenciatura em Química, na Universidade Estadual do Paraná (Unespar). “Devido à demora na realização de concursos na minha área, oriunda do período de recessão econômica pelo qual o Brasil passava, em 2017, decidi procurar por outros certames.”

Pela formação em Química, Kelli afirma que sentiu um pouco de dificuldade na adaptação das disciplinas cobradas no concurso do TJPR. “Como sou da área de exatas, não tinha nenhum conhecimento nas disciplinas de Direito. Foi uma verdadeira prova de resistência, com muitas renúncias, disciplina e determinação.”            

Ela agradece a colaboração do marido, familiares e amigos por acreditarem em seu potencial, e incentiva outros moradores. “Para quem está em busca dos seus sonhos, aconselho a excluir a palavra ‘desistir’ do seu vocabulário. Independentemente das suas origens e das dificuldades enfrentadas pelo caminho, o importante é lutar diariamente e acreditar em si mesmo. Os momentos difíceis devem ser utilizados como combustíveis para prosseguir. Não adianta ficar se lamentando e não sair da zona de conforto. Dessa forma, com muita fé em Deus, disciplina e determinação, tudo se torna possível”, afirma.

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