Esporte

São-mateuense participará do revezamento da Tocha Rio 2016

A são-mateuense Dulcia Augustinhak dos Santos, 32 anos, recebeu a confirmação no dia 17 de março que será uma das condutoras da Tocha dos Jogos Olímpicos Rio de 2016, que passará dia 15 de julho em Campo Largo (PR). “Quando eu soube, fiquei muito emocionada. Sai gritando falando alto mas minha mãe não entendeu nada. Voltei a ler o e-mail de confirmação algumas vezes até ter certeza que estava acontecendo comigo. Vamos conduzir a Tocha Olímpica por 200 metros. Ainda não recebi maiores informações. São cerca de 12 mil condutores, no total em Campo Largo”, conta emocionada e feliz.

Dulcia é natural de São Mateus do Sul mas reside na comunidade da Lagoa da Cruz, em Antonio Olinto, é professora de Educação Física, na Secretaria de Estado da Educação do Paraná, se formou em Licenciatura e Bacharelado no ano de 2010 e faz 3 anos consecutivos que trabalha pelo PSS. Atualmente trabalha no Colégio Estadual do Campo Duque de Caxias de Antonio Olinto, Colégio Estadual do Campo Cecília Meireles da comunidade do Butiá e na Escola Estadual do Campo Profº Ernestina Weinhardt da Silveira da Água Amarela de Cima.

O Comitê dos Jogos Olímpicos Rio 2016, divulgou em fevereiro, a relação das cidades brasileiras pelas quais a Tocha Olímpica vai passar antes de chegar na cidade sede, o Rio de Janeiro, onde acenderá a pira olímpica. Mais de 300 cidades vão receber a Tocha Olímpica. O percurso começa em 3 de maio, em Brasília. Várias cidades do Paraná estão na lista. A tocha passará por Curitiba, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Campo Largo, e Araucária, cidades da Grande Curitiba. A essência do revezamento é passar a chama Olímpica de um condutor a outro.

A chama Olímpica é um importante símbolo na história dos jogos Olímpicos e representa a paz, união e a amizade. A chama é conduzida através das Tochas, em um grande revezamento que leva a mensagem Olímpica para além da cidade – sede e que termina com o acendimento da pira na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos no Maracanã.

“Vai ser uma experiência incrível para minha profissão poder relatar para meus alunos que é possível realizar um sonho, basta acreditar, além de trazer o espírito olímpico para meu município e colégios que eu trabalho. Me sinto muito feliz, em poder participar em um dos maiores eventos do mundo, é muita honra conduzir a Tocha Olímpica”, comenta Dulcia.

Para poder conduzir a tocha é preciso de uma indicação. A participação do condutor é voluntária, sem qualquer tipo de compensação ou prêmio, além da honra de conduzir a Tocha Olímpica. Dulcia não terá que pagar taxa de participação, mas as despesas de locomoção, hospedagem e alimentação para o local indicado para sua participação serão de sua inteira responsabilidade.

“Único critério de escolha é a história inscrita, qualquer pessoa que mostra seu exemplo de vida e ajuda a levar os valores Olímpicos pelo país”, destaca Dulcia. Seu marido, Jairlando Santos Bassalo, que a indicou. “O que me motivou a indicar a Dulcia para ser condutora da Tocha Olímpica foi a dedicação que ela tem com o esporte nas escolas públicas em que ela é professora de Educação física, a cada jogo ou evento que os seus alunos participam ela vibra como se todos fossem seus filhos. Através das nossas conversas no cotidiano do dia-a-dia e seus depoimentos, ela retrata todo o desafio que é aplicar os conteúdos de esporte para as crianças mais carentes que estudam nessas instituições tão privada de recursos. Tudo isso nunca a desmotivou, ela sempre dribla as dificuldades com criatividade e com muito amor. Por tudo isso eu a indiquei para ser condutora”, relata com orgulho Jairlando.

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