Especial

São-mateuense peregrina 420 km no “Caminho da Fé”

Ederval Evaldo Gaensly, de 64 anos, realizou o trajeto junto de cinco amigos. Da esquerda para direita: Mário Nakatani, Ederval Evaldo Gaensly, Odair Alexandre do Amaral, Vilmar Zardo, Fernando Bourges e Valdemir Natalício dos Santos. (Fotos: Acervo Pessoal)

Conhecido por São Mateus do Sul à fora por sua animação e entusiasmo que leva a vida, Ederval Evaldo Gaensly, que comemora 64 anos no mesmo dia do aniversário de São Mateus do Sul, em 21 de setembro, compartilhou uma de suas melhores experiências de vida com a equipe da Gazeta Informativa essa semana. No mês de junho, ele e cinco amigos realizaram o trajeto do “Caminho da Fé”, totalizando 420 km percorridos a pé com muita história rumo à “Casa da Mãezinha”, em Aparecida – São Paulo.

Saindo no dia 3 de junho, o percurso foi findado no dia 20, e o são-mateuense afirma que todas as quilometragens feitas mudaram a sua forma de olhar e pensar na vida. Aposentado como bancário, Ederval também presta alguns serviços voluntários ao Hospital e Maternidade Doutor Paulo Fortes. O Rotary, os Escoteiros e o Exército Brasileiro também foram pilares fundamentais para sua formação cidadã.

O são-mateuense passou por um preparo físico para enfrentar a caminhada com mais de 400 km rumo a basílica de Nossa Senhora Aparecida. Na foto, Ederval segura o certificado que comprova sua participação no “Caminho da Fé”.

Sendo a primeira caminhada longa do são-mateuense, ele comenta que sempre praticou esportes. “Eu jogava futebol, nadava, corria maratonas e quando me aposentei em 2001 acabei dando uma relaxada na área esportiva”, admite. As suas duas filhas são profissionais que trabalham diretamente com a saúde, uma é fisioterapeuta e a outra é graduada em educação física, e para o trajeto do “Caminho da Fé”, elas foram peças fundamentais para o treinamento e preparo de Ederval.

Assistindo uma reportagem na TV sobre experiências de pessoas que realizaram o trajeto de fé, o são-mateuense passou a ficar mais interessado pela peregrinação. “Já tinha visto sobre esse caminho na internet, e coloquei na minha cabeça que iria encarar esse desafio”, conta. O aventureiro afirma que tudo que é feito na vida precisa de planejamento, e ele se preparou meses antes para a caminhada. “Realizava treinos sistemáticos em dias alternados e também fiz alguns caminhos com a mochila na costas para sentir todo peso que enfrentaria no caminho”. A estrada próximo a Fazenda Maria Isabel serviu como base para a longa caminhada.

A princípio, a ideia de Ederval era realizar o trajeto sozinho no mês de outubro, mas após conversar com um grupo de amigos de Curitiba, a motivação veio à tona e tudo começou a dar certo para que o “Caminho da Fé” fosse realizado. “Não fazemos nada na vida sozinhos. Se eu tivesse ido sem ninguém, provavelmente desistira no meio do caminho”, testemunha. A família apoiou a decisão de Ederval desde o início, e acompanhavam todo percursos através de fotos e vídeos registrados pelo peregrino.

O trajeto é feito há 15 anos por milhares de fiéis, e existem várias opções de quilometragem para seguir até o destino final, que é a basílica de Nossa Senhora Aparecida. “É sempre importante ressaltar que as reservas nas pousadas precisam ser feitas com antecedência, para não correr o risco de chegar em algum lugar e ele estar sem vaga”, aconselha. O grupo de Ederval saiu da cidade de Tambaú – São Paulo.

Nas inúmeras experiências vividas durante todo o caminho por Ederval e os companheiros de trajeto Mário Nakatani, Odair Alexandre do Amaral, Vilmar Zardo, Fernando Bourges e Valdemir Natalício dos Santos, eles testemunharam vitórias na fé e a solidariedade das pessoas que ofereciam água e um sorriso amigo quando os peregrinos passavam. “No caminho você percebe que é feliz com pouca coisa, e volta para casa valorizando ainda mais a sua família”, afirma Ederval.

Enfrentando subidas, estradas de ferro e um caminho com a paisagem de tirar o fôlego, a saúde e a fé voltaram renovadas. Ederval se emociona ao falar do momento que ele e os amigos estavam próximos da basílica. “É algo inexplicável e só quem vive por isso pode sentir!”, afirma.

Ederval é criador do “Blog do Vadinho”, que compartilha com os leitores suas histórias e experiências durante todo o “Caminho da Fé”. Para acompanhar e saber um pouco mais da peregrinação do são-mateeuense acesse: www.vadinho21.blogspot.com.

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Grupo Conviver da terceira idade empossa nova diretoria
A originalidade da arquitetura são-mateuense – Parte VII
Artesã são-mateuense colabora em projeto dedicado a ajudar o bioma Pantanal