Os médicos estudaram em universidades da Bolívia. Da esquerda para direita, Geovani Wassonsniki e Helton Choma (Fotos: Arquivo Pessoal)

Os médicos são-mateuenses Geovani Wassonsniki e Helton Choma foram aprovados no processo seletivo para o Programa Mais Médicos do Governo Federal, que foi criado com o objetivo de ampliar o atendimento em diversas regiões brasileiras. Eles irão atuar nas cidades em que os postos de trabalho estavam abertos após a saída dos médicos cubanos do projeto em novembro de 2018. Foram disponibilizadas mais de 8.500 vagas, sendo cerca de 1.400 para médicos formados no exterior.

Estudantes de universidades na Bolívia, Geovani – formado na Universidade Privada Franz Tamayo (Unifranz), atuará na cidade de Santana da Boa Vista, no Rio Grande do Sul, e Helton – graduado pela Universidade Nacional Ecológica, atuará na cidade de Cruz Machado, a 134 quilômetros de São Mateus do Sul.

Essa foi a primeira oportunidade que os médicos tiveram para trabalhar no Brasil. Para a aprovação no Programa Mais Médicos, os profissionais passaram por treinamentos e avaliações constantes. “Foi aberto um edital para as vagas, exigindo toda a documentação necessária para o reconhecimento da graduação dentro do Mercado Comum do Sul (Mercosul), com a exigência legal e carimbos”, conta Geovani, que explica que os médicos ficaram hospedados em Brasília, em um hotel nacional. Os profissionais realizaram 16 horas de aula por dia durante 15 dias, passando por três avaliações. “Precisávamos passar pelas três provas para participar do Programa Mais Médicos”, enfoca Geovani.

Os médicos passaram por acolhimento estadual e atuarão nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e também nos postos Estratégia Saúde da Família (ESF), atendendo cerca de 40 pacientes por dia. “Estamos animados para fazer um bom trabalho”, garantem.

Instigados sobre a formação fora do país, os médicos afirmam que essas experiências foram fundamentais para o crescimento pessoal e profissional de cada um. “Foi uma experiência não só acadêmica mas também de vida. Deixar a família e ir para um país com uma cultura diferente foi um grande desafio. Voltar para o Brasil e estar ao lado deles novamente não tem preço”, testemunha Helton. Ele comenta que na época que estava na graduação o mais difícil foi perder alguns familiares próximos, como seu avô, que era seu grande amigo. “Também acompanhei o nascimento da minha sobrinha de longe. Não poder estar perto da minha família nesses momentos foram as etapas mais difíceis durante esse tempo fora”, diz. Helton é filho de Marli Ferreira e Roberto Choma.

Para Geovani, que é filho de Marlene Melanski e Romário Wassonsniki, a família toda está em festa com a sua volta para o Brasil. “Afinal um sonho começa a se concretizar… O olhar de orgulho da minha família por saber de toda a minha história de vida e conseguir chegar onde cheguei está estampado no rosto de todos. Nada seria possível sem o apoio deles”, informa.

Estudante de Jornalismo que adora escrever e conhecer um pouco sobre a vida e a história de cada pessoa envolvida. Preza pela essência que é repassada na produção de cada matéria, valoriza os pequenos gestos e apoia o ativismo ambiental. E-mail para contato: claudia@gazetainformativa.com.br

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