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São Mateus do Sul está prestes a ser declarada oficialmente a “Terra da Erva-Mate”

Foto: Arquivo/Gazeta Informativa

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A bela cidade dos bons ervais, como cantou Arnoldo Prohmann no hino municipal, está próxima de ter esse reconhecimento em forma de lei. A cidade vem vivenciando nos últimos anos, diversas ações que vêm dar ênfase na sua vocação como importante produtora de erva-mate. Agora, a cidade aguarda a votação do projeto de lei para ser reconhecida oficialmente como Terra da Erva-Mate.

Desde 2012, os integrantes do Conselho do Jovem Empresário (Conjove) têm atuado no sentido de fortalecer e valorizar a produção local de erva-mate. Com relevância econômica, histórica e cultural para o município, a erva-mate passou a dar identidade à cidade.

Entre as ações já colocadas em prática estão a criação do Chimarródromo, a Rota do Mate, o Festival Gastronômico e o curso de manejo de erva-mate oferecido pelo Senai. Além disso, em 2016, a cidade obteve uma das maiores conquistas até então: a Indicação Geográfica da Erva-mate – a primeira do Brasil para este produto – iniciativa que contou com o trabalho de uma comissão especial e com apoio do Conjove.

Dando continuidade ao projeto que busca valorizar a erva-mate são-mateuense, em março, o presidente do Conjove, Caciano Sousa, acompanhado pelo vereador Eduardo Pedroni, visitou a deputada estadual Maria Victoria a fim de apresentar o projeto que inclui diversas iniciativas para incentivar o turismo e valorizar atividades ligadas ao mate.

A partir desta conversa, foi criado o Projeto de Lei 104/2017, de autoria da deputada Maria Vitória (PP) e do deputado Anibelli Neto (PMDB), que concede o título de Terra da Erva-Mate ao município de São Mateus do Sul. O projeto foi aprovado na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Assembleia Legislativa do Paraná, nesta terça-feira (18). Agora, segue para as comissões pertinentes da Casa.

“São Mateus do Sul já é reconhecida até internacionalmente como produtora de uma das melhores variedades de erva-mate do Brasil. Tanto que já conta com o selo de Indicação Geográfica (IG), o primeiro certificado de procedência para o produto no país, e tem até um ‘chimarródromo’”, destaca deputada Maria Victoria. “As propriedades da região são avaliadas quanto à origem e qualidade, boas práticas agrícolas e de fabricação, responsabilidade social, rastreabilidade e respeito ao meio ambiente, o que garante um produto diferenciado”.

Além disso, existe a expectativa, por parte do Conjove, de contar com o apoio da deputada para outras ações a serem desenvolvidas. “O certificado, aliado ao título oficial de Terra da Erva-Mate requerido no projeto, permitem que, além de a região ser reconhecida por sua riqueza natural, a cultura local seja valorizada, trazendo benefícios como a melhoria do mercado e o incentivo a produtores e industriários, além de impulsionar os setores de alimentação e hotelaria, incentivando o turismo. Como jovem e empresária, meu gabinete está de portas abertas para ajudar a pôr em prática outras ideias e iniciativas do Conselho de Jovens Empresários de São Mateus do Sul”, complementa Maria Vitória.

Entre as iniciativas que o Conjove busca colocar em prática para a valorização do nosso “ouro verde” estão a criação de monumentos com referência à erva-mate na entrada da cidade e o desenvolvimento uma rua coberta, a exemplo de cidades como Nova Petrópolis, que abrigaria eventos diversos, inclusive a Feira Livre do Produtor. “Nós propomos as iniciativas e buscamos obter o apoio da sociedade. É claro que é preciso do apoio dos órgãos públicos para colocar em prática”, destaca Caciano.

Na visão do empresário, a cidade toda ganha com esta valorização. No ramo do turismo, hotéis e restaurantes são os primeiros beneficiados, mas com a circulação de dinheiro e o desenvolvimento econômico, empresas de todos os setores sairiam ganhando.

“Toda cidade precisa acreditar em alguma coisa. Nós precisamos buscar alternativas para valorizar as riquezas que nós temos. Podemos estar em cima de uma pedra de diamante e não se dar conta”, avalia Caciano.

Para os produtores, as ações promovidas pelo Conjove são vistas como de grande importância. “Essas iniciativas ajudam nós, produtores, a valorizarmos o que temos de melhor, ajuda a fomentar dentro do município o produto que é produzido e colhido aqui na nossa terra. Tudo isso vai valorizar muito a terra da nossa região, porque dá maior visibilidade ao nosso município, pode gerar novos empregos, atrair empresas. Todos nós temos muito a ganhar com as medidas”, destaca Márcia Ranssolin da Silveira, da Ervateira Baronesa.

Larissa Drabeski

Larissa Drabeski

Jornalista com MBA em Administração e Marketing, é cofundadora da empresa Levante - Fotografia e Comunicação, que oferece serviços diversos de marketing e comunicação empresarial. Contato: larissadrabeski@gmail.com
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