Saúde

São Mateus do Sul identifica novas larvas de Aedes Aegypti?

O que São Mateus do Sul está fazendo para combater o Aedes Aegypti?

Fotos: APMSMS

Fotos: APMSMS

A luta contra o mosquito Aedes Aegypti em São Mateus do Sul está a todo vapor. A prefeitura, em parceria com diversas entidades, associações e também de voluntários, traçou um amplo plano de ação, que vai do aspecto educativo, com a previsão de trabalhos nas escolas com a volta às aulas; até um minucioso trabalho dentro do laboratório, onde são estudadas as larvas encontradas pelas equipes nas ruas. O principal trabalho para combate ao mosquito, porém, deve vir em parceria com a população do município: a conscientização.

Atualmente, mais de 30 profissionais realizam trabalho de campo em São Mateus do Sul. Eles circulam pelos bairros do município fazendo vistorias e orientando a população sobre a gravidade da situação em todo o país. Com a urgência da situação, agentes comunitários de saúde e estagiários também foram convocados para a prestação desse importante serviço de prevenção. Semanalmente, por determinação do governo federal, o município deverá enviar dados relativos às ações.

O trabalho já cobriu boa parte da área urbana do município, incluindo a totalidade das quadras nas vilas Bom Jesus, Nepomuceno e Nova. Na Vila Americana, com o apoio da Associação de Moradores, a campanha deve 100% das quadras nos próximos dias. Na semana que vem, iniciam os trabalhos na Vila Palmeirinha e na região central.

Panfletagens e campanhas informativas também estão sendo realizadas no município, com o intuito de levar conscientização a um número maior de pessoas. No sábado, 6, quem passou próximo à Secretaria Municipal de Educação e Cultura pôde conhecer um pouco mais sobre o trabalho de prevenção contra o mosquito durante uma ação da Vigilância Sanitária em parceria com diversas entidades.

“Muita gente acha que a dengue não vai acontecer em São Mateus”, conta a coordenadora da Vigilância Sanitária de São Mateus do Sul, Simone Huk Araszewski. “São Mateus é um dos poucos municípios da região que ainda não têm registro de pessoas diagnosticas com dengue e que tenham adquirido a doença na própria cidade, mas não é impossível que isso aconteça”.

Larvas de Aedes Aegypti são encontradas na Vila Nova

Agentes do combate à dengue da prefeitura de São Mateus do Sul identificaram novas larvas do mosquito Aedes Aegypti no município. A informação foi confirmada na quinta-feira, 11, pelo setor de controle de endemias da prefeitura. As larvas foram encontradas na região da Vila Nova e os focos já foram eliminados.

Apesar de ainda não haver casos de dengue confirmada de pessoas que tenham contraído a doença na cidade (os chamados casos autóctones), essa já é a quarta vez que aparecem larvas do mosquito em São Mateus do Sul. As primeiras larvas do mosquito foram identificadas no ano passado em São Mateus do Sul, em três ocasiões. Duas na vila Palmeirinha e uma no centro

O mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, vem sendo identificado também como o transmissor do Zika Vírus e da Febre Chikungunya. Em 2016, o país promove uma verdadeira guerra contra o mosquito. No país todo, milhares de ações estão sendo tomadas diariamente para evitar uma possível epidemia de dengue e outras doenças em território nacional.

Como é feita a identificação do Aedes Aegypti no laboratório?

A luta contra o Aedes Aegypti se intensificou em São Mateus do Sul. Além do trabalho realizado nas ruas, na mídia e junto aos moradores, onde a conscientização é o principal foco, a prefeitura trabalha também com tecnologias específicas que ajudam a identificar e combater o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Toda quarta-feira, profissionais do controle de endemias realizam testes com larvas coletadas no trabalho de campo dos agentes do combate à dengue. A intenção é identificar, no laboratório do Centro de Saúde, se as larvas são ou não do mosquito Aedes Aegypti.

O resultado já foi positivo em quatro ocasiões em São Mateus do Sul. Três no ano passado, e uma neste ano, há alguns dias. “Depois de coletada, a larva é colocada dentro de um tubito, e no laboratório, colocamos ela em álcool 70% para que possamos identificar suas características”, explica a agente de combate a endemias, Nádila Kotrich. “Depois desse processo, as larvas são colocadas na lâmina de observação com ajuda de um pincel, e em seguida vão para a análise com microscópios”.

Segundo Nádila, uma das formas de diferenciar as larvas do Aedes Aegypti das de outros mosquitos é o seu formato. “As larvas de Aedes Aegypti se caracteriza pela presença de grandes espinhos na cabeça. Isso fica bem visível no microscópio. Esses detalhes são analisados e assim, podemos diferenciar as espécies”.

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