Saúde

São Mateus do Sul não tem caso de Febre Amarela

Entenda quais são os sintomas e o porquê do município não se enquadrar na área de risco. (Imagem ilustrativa)

A Febre Amarela voltou a chamar a atenção no início deste ano em todo o país logo após alguns casos em macacos e humanos serem registrados e ocasionado mortes nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e Rio de Janeiro, de acordo com o Ministério da Saúde.

A infestação de mosquitos, populares pernilongos, causou preocupação em vários moradores de São Mateus do Sul e região, e a equipe da Gazeta Informativa procurou a Secretaria Municipal de Saúde e o Setor de Epidemiologia para esclarecer aos leitores o que é a doença, como é transmitida e se há casos em nosso município.

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores, ou seja, mosquitos fêmea, principalmente a espécie Aedes Aegypti quando urbana e Haemagogus e Sabethe no caso da silvestre, mas a doença é a mesma.

Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias.

A doença é considerada aguda e hemorrágica e recebe este nome, pois causa amarelidão do corpo (icterícia) e hemorragia em diversos graus. O vírus é tropical e mais comum na América do Sul e na África. Pessoas que nunca entraram em contato com a febre amarela ou nunca se vacinaram contra ela correm o risco de contrair a doença ao viajarem para locais em que a doença é ativa. O risco é maior para as pessoas com mais de 60 anos de idade ou aquelas que possuam imunodeficiência grave.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, São Mateus do Sul não está na área recomendada pelo Ministério da Saúde para vacinação contra a febre amarela pois já a possui em seu calendário de vacinação, “não temos casos registrados de febre amarela silvestre ou urbana, mas é preciso que a população mantenha o cuidado com a própria saúde, colaborando para manter o município imune”, destaca Marcos Alberto Diedrichs Filho, Secretário Municipal de Saúde.

Em caso de viagem, a vacina precisa ser tomada com pelo menos dez dias de antecedência. A doença não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa a pessoa. É transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus.

De acordo com Marcos, a preocupação nunca é demais, no caso de algum sintoma deve-se procurar a unidade de saúde mais próxima e de preferência o Pronto Atendimento (PA) para que sejam tomados todos os procedimentos cabíveis. “Quem não tomou a vacina procure a unidade de saúde, respectivamente aos dias de atendimento de cada uma delas. Estão em funcionamento toda quinta-feira o centro de saúde da Rua 21 de setembro e na Vila Palmeirinha, às quartas na Vila Americana e às terças-feiras na Vila Bom Jesus e em Fluviopolis”, informa.

Quem tiver a dúvida se tomou ou não, basta procurar a unidade de saúde com a carteirinha de vacinação para análise da mesma, caso não possua, basta estar munido de documento para análise do sistema de vacinas. A secretária municipal de saúde dispõe da vacina.

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