Com a confirmação do caso de dengue no município, a conscientização e atenção da população precisa redobrar. (Fotos: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Foi confirmado na manhã de terça-feira (22), o primeiro caso de dengue em São Mateus do Sul neste ano. O paciente A.M.K., de sexo masculino, tem 17 anos e é morador da Vila Amaral. De acordo com Andressa Pontello Pedroni, diretora da vigilância em saúde, o jovem foi internado com os sintomas de dengue no fim de dezembro de 2018. Após conversar com o paciente e sua família, que afirmaram que ele não havia feito viagens nesse período – apenas uma visita em um parque aquático do município – os agentes de endemias começaram a delimitar os focos do mosquito nas proximidades da residência do jovem e também do parque aquático.

Larva do mosquito.

Além de alertar a população do caso confirmado, os agentes estão coletando as larvas encontradas para afirmarem se são do mosquito Aedes Aegypti, responsável pela proliferação da Dengue, Zika e Chikungunya. “Caso seja encontrado mais focos de larvas do mosquito próximo à casa do paciente, será feito o bloqueio – que seria a pulverização do veneno na mesma área”, garante Andressa. O jovem já recebeu alta e passa bem. Em 2018, houve a confirmação de dois casos importados, porém em 2019 o caso pode ser autóctone, isto é, adquirido na zona de residência do enfermo.

Ao todo, são cinco agentes de endemias que percorrem toda a cidade realizando vistorias, procurando focos do mosquito e orientando a população sobre a importância dos cuidados de prevenção. Com o caso confirmado, a equipe da Vigilância Sanitária também está colaborando nessas orientações.

Os agentes de endemias estão realizando visitas nas casas pelos bairros de São Mateus do Sul. Em caso de alguns sintomas, procure uma unidade médica.

Andressa ressalta que todos os agentes passaram por treinamentos específicos por conta das larvas encontradas em abril de 2018 nas vilas Prohmann, Buaski e Centro. Atualmente, as visitas são divididas em períodos pelos bairros da cidade. “Quando nos deparamos com esse tipo de situação, realizamos a delimitação do foco. No raio de 300 metros de onde foi encontrado as larvas, fazemos a vistoria de todas as casas que estão nessa limitação de espaço. Eliminamos todos os depósitos e explicamos como proceder nessas situações”, explicou o agente Jefferson Machado Amarante.

“Contamos muito com a ajuda de toda a população, pois sem esse apoio estaremos vulneráveis ao mosquito. Nossos agentes estão capacitados e orientamos a equipe médica para ficarem em alerta aos sintomas nessa época do ano, principalmente pelas viagens e as possíveis contaminações vindas de fora. Um diagnóstico precoce é essencial para o paciente e também para evitar que surjam mais mosquitos infectados”, explica Andressa.

Caso de dengue em Irati

De acordo com o jornal Folha de Irati, neste início de 2019, a Secretaria de Saúde de Irati confirmou que o município está em alerta com o registro de novas manifestações de dengue. Até agora, dos quatro casos que estão em investigação, um já foi confirmado. Nos anos anteriores, os casos eram importados – pessoas que adquiriram o vírus em outra cidade. Porém, desta vez, o mosquito que infectou é de Irati.

Dos 16 focos analisados pelas equipes de endemias, todos têm a presença dos mosquitos Aedes Aegypti, que podem ou não estar infectados com o vírus da dengue.

Sintomas da dengue

Os primeiros sintomas da dengue incluem febre alta e mal estar geral, que surgem cerca de 3 dias após a picada do mosquito Aedes Aegypti.
Conhecer a evolução da doença é importante para não confundi-la com outras doenças como gripe, resfriado ou meningite, por exemplo, iniciando o tratamento adequado rapidamente.

Principais sintomas: febre alta acima de 39º C; enjoos e vômitos; dor de cabeça constante; dor no fundo dos olhos; machas vermelhas na pele, em todo o corpo; cansaço excessivo sem razão aparente; dor nas articulações e ossos; sangramento pelo nariz, olhos ou gengivas; e urina rosa, vermelha ou marrom.

Cuidados necessários:

  • As garrafas pet devem ser embaladas e descartadas corretamente na lixeira. As garrafas de vidro não descartadas devem ser guardadas em local coberto ou de boca para baixo;
  • Não deixe água acumular nas lajes. Mantenha-as sempre secas;
  • Limpe e nivele as calhas. Mantenha-as sempre sem folhas e materiais que possam impedir a passagem de água;
  • Na parte de trás de algumas geladeiras existe o coletor de água. Lave-o uma vez por semana com água e sabão. O mesmo deve ser feito com bandejas de ar condicionado;
  • Tampe os ralos com telas ou mantenha-os vedados, principalmente os que estão fora de uso;
  • Deixe a tampa do vaso sanitário sempre fechada ou vede com plástico. Dê descarga pelo menos uma vez por semana, nos casos de banheiros com pouco uso;
  • Mantenha a piscina sempre limpa. Use cloro para tratar a água e filtre periodicamente. Mesmo que a piscina não esteja sendo utilizada, faça a limpeza da mesma forma;
  • Evite ter bromélias e outras plantas que podem acumular água. Se você tem alguma planta dessas, retire semanalmente a água acumulada nas folhas;
  • Lave os suportes de garrafão de água mineral sempre quando fizer a troca. Mantenha vedado quando não estiver em uso;
  • Mantenha as caixas de água, cisternas e poços fechados e vedados. Tempe com tela aqueles que não possuem tampa própria;
  • Mantenha os tonéis e depósitos de água vedados. Os que não têm tampa devem ser escovados uma vez por semana e cobertos com tela;
  • Mantenha os pratinhos de vasos de planta limpos, coloque areia até a borda;
  • Guarde os baldes e vasos de plantas vazios em locais cobertos, com a boca para baixo;
  • Coloque num saco plástico os objetos que possam acumular água. Feche o compartilhamento bem e jogue corretamente no lixo: tampinhas de garrafa, cascas de ovos; latinhas; embalagens plásticas e de vidro, copos descartáveis, entre outros;
  • É importante lavar semanalmente com esponja, água e sabão os bebedouros de animais domésticos.
Entulhos descartados inadequadamente nas ruas do município.
Eles podem acumular água, como o caso do saco plástico retratado na imagem.
Estudante de Jornalismo que adora escrever e conhecer um pouco sobre a vida e a história de cada pessoa envolvida. Preza pela essência que é repassada na produção de cada matéria, valoriza os pequenos gestos e apoia o ativismo ambiental. E-mail para contato: claudia@gazetainformativa.com.br

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