Campanha de arrecadação de recursos para o time São Mateus Futsal. Time reunido em uma
das últimas exibições em casa antes da pandemia. (Fotos: Divulgação)

A equipe São Mateus Futsal se prepara para participar do Campeonato Paranaense da categoria, mas para isso necessita de recursos financeiros e uma das saídas encontradas para arrecadar dinheiro é realizar um pedágio solidário neste sábado, dia 06.

“Não é a primeira vez que estamos fazendo um pedágio solidário, mas é a primeira para nós”, explica Carlos Eduardo de Oliveira, o Coordenador Técnico do time. “Já fizemos para arrecadar dinheiro para cirúrgias, sempre fizemos trabalhos sociais e agora queremos arrecadar fundos para os nossos custos, que são altos”, complementa Carlos.

A equipe está em processo de montagem e preparação para disputar o paranaense. De acordo com Carlos pretende-se trabalhar com 16 a 18 atletas de linha e três a quatro goleiros. Mas não é apenas com atletas que se faz um time, há toda uma equipe gestora, com Presidente, responsáveis pelo marketing, pela parte financeira, coordenação e equipe de apoio. Ao todo são cerca de 35 pessoas. Toda essa mão de obra representa uma necessidade de orçamento, que com a pandemia foi prejudicada uma vez que não há mais receita de bilheteria ou bar nas partidas em casa.

O time iria participar do campeonato em 2020, mas Carlos explica que devido ao estado de pandemia não haveriam recursos para remunerar atletas e comissão técnica, ou para pagar os custos para participar da competição, então acabaram desistindo.

O pedágio solidário ocorrerá na esquina em frente ao banco Itaú “respeitando todos os protocolos da pandemia a gente fica pedindo moedinha no sinal”, destaca Carlos. A equipe realizará a atividade durante o período da manhã.

Os custos para disputar o paranaense

Ao ser perguntado sobre quanto o time precisa para disputar o campeonato, Carlos faz um apanhado dos custos gerais sem considerar os gastos com os atletas. São R$ 700 de arbitragem por jogo, sendo quatro partidas por mês o custo fica em R$ 2.800,00. Para a inscrição no campeonato são mais R$ 3.600. “Isso tudo sem contar a alimentação para o jogo fora, que viajam cerca de 18 pessoas e almoçando em um lugar mais barato dá cerca de 300 reais só em alimentação, mais 600 por duas jantas”, calcula.

Carlos coloca na soma mais 1.200 reais de transporte para os jogos fora e apenas cita a necessidade de compra de equipamentos para os treinos. Ele comenta que a parceria com a prefeitura, “sempre com termos de responsabilidade e dentro da lei”, ajuda bastante com a cessão de local para treinos.

Com tantos valores a serem pagos, a direção do time não espera que tudo seja arrecadado com o pedágio solidário. Contam também com parcerias com empresas locais, e muitas anunciam na página do Facebook e do Instagram da equipe, o que se mostra como uma forma de captar recursos para custear as atividades.

“Querendo ou não o atleta também precisa ter um aporte financeiro, pois ele deixa a família para ir treinar todos os dias, trabalham de dia e vêm treinar à noite, viajam aos sábados então nada mais justo que eles tenham uma recompensa financeira”, explica Carlos. Isso além dos atletas de fora da cidade que jogam pela equipe e são reembolsados nos custos por transporte e estadia.

A meta da direção é que se alcance a soma de R$ 10 mil mensais em patrocínio para conseguirem custear as atividades. E quando possível “o que vier de bilheteria e bar vai complementar”. Seria uma inversão completa nas finanças do time, pois até antes da pandemia, cerca de 70% das receitas vinham dos ingressos vendidos, com média de aproximadamente 600 pessoas por jogo em casa.

Por conta da pandemia ainda não há uma data exata prevista para o início do campeonato, mas geralmente a Bronze – como é conhecida a competição – começa em meados de abril. Mas isso não quer dizer que haja tempo de folga, pois os treinos precisam começar logo em fevereiro, o que também implica em já começar a contabilizar a remuneração dos atletas que se dedicam pelo time.

“Preparação física, ganho de força e massa muscular, a própria evolução técnica individual do atleta, a evolução tática da equipe são coisas que demandam pelo menos 60 dias para fazer o trabalho”, destaca Carlos.

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