Reflexão com Padre Marcelo S. de Lara

Semana Santa: expressão do verdadeiro amor

Imagem Ilustrativa

Imagem Ilustrativa

Estamos todos nos aproximando, mais uma vez, da Semana Santa, celebrada com intensidade pelos cristãos, mas como é algo presente na história, a partir de Jesus Cristo, é uma Semana lembrada, também por todos, como data citada no calendário.

Mesmo sendo dias de importância para os cristãos, os fatos que são celebrados da vida de Jesus servem para todos indistintamente porque revelam a expressão daquilo que é o verdadeiro amor, o que significa amar verdadeiramente.

Ainda que, somente o cristianismo vendo em Jesus Cristo o Filho de Deus, o que o Judaísmo, Islamismo, e filosofias de pensamento não veem, a Semana Santa revela pelos acontecimentos do sofrimento, da Morte e Ressurreição de Jesus, o Amor de Deus pela humanidade, crido também por essas religiões. Esse Amor, o cristianismo professa que se revelou em Jesus Cristo, o Filho de Deus, que morre na cruz dando sua vida pela humanidade.

Deus criou o homem e a mulher a sua imagem e semelhança, como nos transmite o Livro do Gênesis, isso significa que fomos criados em uma situação de harmonia, de felicidade completa, de realização plena. Contudo, isso só existe em uma comunhão, em sintonia total com o projeto de felicidade proposto por Deus. Seguir os preceitos de Deus, suas orientações não é por uma obrigação, até porque Deus nos deu a liberdade, mas seguir seu projeto é pelo próprio bem do ser humano, é isso que Deus deseja.

Lembramos aqui duas atitudes do grande amor de Deus pela humanidade. Primeiro a liberdade que nos deu para seguirmos nossa vida, tomarmos nossas atitudes e inclusive rejeitar o seu projeto como fez o anjo rebelado. Contudo essa liberdade dada, é para que possamos livremente escolher o bem e não o mal. Porém, ainda que, quando escolhemos o mal, erramos o caminho da nossa felicidade, Deus mais uma vez por amor socorre aos seus filhos oferecendo-os a possibilidade de participar novamente de Sua felicidade.

Assumindo no seu Filho Jesus a natureza humana, corrompida pelo pecado (distância, ruptura da sua imagem divina, original), Deus revela visivelmente ao ser humano Seu amor pela humanidade. Jesus morre inocente na cruz, assumindo, pagando com sua morte o erro cometido pelo homem (humanidade), que foi ter manchado, ferido o Estado Perfeito de comunhão e harmonia com Deus que é sua própria felicidade.

Assim, o que se lembra na Semana Santa com os acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus é o gesto de Amor, de preocupação de Deus para que todo homem e mulher tenha a oportunidade novamente de viver essa felicidade, que é estar em comunhão com Ele, seu Criador.

Deus, com esse gesto, nos ensina o que é o Amor de Verdade, que faz o ser humano se realizar por completo. Experimentar o Amor é se doar pelo outro, é sempre estar preocupado com o outro. Dificilmente experimentamos essa alegria porque temos a tendência de sempre olhar para dentro de si, o que não gera comunhão, fraternidade, mas, concorrência, isolamento.

Assim, quando se olha o Homem-Deus pregado na Cruz, nossa atitude não deve ser de pena, mas sim de reflexão, pois se Ele está ali é porque nos amou até às últimas consequências, porque nós erramos que Ele assumiu nossos erros, justamente para nos dar a vida novamente, expressa na sua Ressurreição. Nosso gesto é de rever posturas que nos impedem de experimentar a comunhão com Deus.

Ainda que sejam celebrações cristãs, o ensinamento do Perdão e do Amor para tornar o ser humano mais feliz é para todos, indistintamente da religião professada. Se a morte de Jesus na cruz foi para salvar toda a humanidade, sua mensagem não é privilégio e exigência somente para um grupo religioso, mas para toda humanidade.

Que possamos assimilar na prática de nossa vida a mensagem do Amor dada pelo próprio Criador, expressa em seu Filho Jesus Cristo pregado na cruz, morto e ressuscitado.

Últimos posts por Pe. Marcelo S. de Lara (exibir todos)

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Uma comunicação à serviço
A Oração: Um exercício da Quaresma
Feliz Oitava da Páscoa