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Setor público e privado se unem para tornar São Mateus do Sul conhecida como a Terra do Mate

Foto: Thaís/Gazeta Informativa

São Mateus do Sul terá um espaço público onde a população poderá realizar rodas de chimarrão no local – o Chimarródromo. A princípio haverá uma “Fonte” de água quente para que os usuários possam reabastecer suas garrafas térmicas, para apreciarem o chimarrão, e um pequeno palco para apresentações diversas. No entanto, o que realmente difere na obra é a parceria público-privado firmada entre a Prefeitura Municipal e o Conselho do Jovem Empresário (Conjove), onde cada uma das partes ficou responsável por distintos serviços na execução da obra.

As obras iniciaram no começo do mês de agosto e a previsão para sua finalização ainda está em discussão, pois é necessário ser realizado alguns processos licitatórios para a compra de alguns materiais e vegetações a serem implantadas no local. O Chimarródromo está inserido no projeto de revitalização da Praça Nossa Senhora da Conceição, em frente à Igreja Matriz, que vai ganhar cara nova, mais moderna, com acessibilidade garantida e estrutura que possibilite a realização de feiras no local.

O projeto visa valorizar a cultura da erva-mate no município, com a implantação de um espaço público com água quente disponível, para que as pessoas possam realizar rodas de chimarrão no local. Além do Chimarródromo, a revitalização da praça espera otimizar a utilização do espaço amplo do local, tornado a praça num espaço de socialização no Município.

Conforme o presidente do Conjove, Gilberto A. Staniszewski (Beto), o Chimarródromo é uma parte de um grande projeto que chama-se Despertar do Ouro Verde do Conjove, que com várias ações que ainda serão colocados em prática, pretende tornar a cidade conhecida como a terra do mate; fomentar o turismo; incentivar os jovens a tomarem o chimarrão, no lugar de bebidas alcoólicas e evidenciar a importância da erva-mate para a cidade, como uma riqueza nativa. “São Mateus do Sul tem a melhor erva-mate, precisamos evidenciar isso”, afirma Beto.

Para o arquiteto Ricardo Guth, da Secretaria Municipal de Obras, o Chimarródromo servirá como um polo gerador de fluxo à população são-mateuense e também às pessoas que eventualmente estejam trafegando pela região, fazendo com que a praça, outrora esquecida, seja apreciada garantindo um uso mais adequado para o espaço, servindo também como um elemento convidativo aos viajantes de passagem.

Além do Chimarródromo, há a intenção de promover alguns eventos sazonais como feiras livres, atrações musicais e exposições da cultura da erva-mate, a fim de atrair a população no local. Conforme Ricardo, o projeto contempla espaços para convivência social inspirados nas tertúlias, que são reuniões regulares de amigos, conhecidos e até mesmo desconhecidos, para que estes possam exercer um intercâmbio culto-social contribuindo assim para que haja vida na praça, bem como segurança e bem-estar do espaço e suas adjacências.

“Todos os espaços foram projetados para que seus usuários pudessem se sentir confortáveis em qualquer estação do ano, ou seja, em dias de verão a vegetação utilizada proverá sombras em vários pontos da praça devido à sua folhagem, tal qual no inverno onde elas deverão cair permitindo assim uma melhor insolação, sem mencionar ainda as estações da primavera e outono, que flores e folhas garantirão as cores características da estação”, explica Ricardo.

A praça contará também com espaços gramados para que os usuários possam ocupá-los, a fim de fazer atividades em pequenos grupos ou individuais, como ler um livro ou simplesmente repousar. “Toda a pavimentação da praça foi pensada em paver, devido à sua elevada capacidade de absorção pluvial”, destaca Ricardo.

Além dos espaços para convivência, a praça também foi pensada na acessibilidade. “Ao observar o local, pude perceber que a antiga praça era bastante utilizada para ‘cortar caminho’, fazendo um fluxo diagonal de travessia saindo da frente do Colégio das Irmãs e indo à rua Paulino Vaz da Silva, porém sem acesso aos cadeirantes, deficientes visuais, pessoas com carrinhos de bebê, etc., foi então que o projeto pode contar com rampas de acesso e piso podotátil”, fala Ricardo.

Ricardo explica que para o desenvolvimento do projeto, foi levado em consideração as relações saudáveis que o ser humano deve exercer, harmonizando com o ambiente no qual está inserido, esforçando-se para torná-lo “seu” ou “nosso”, pois a partir do momento que passamos a nutrir apreço por um local, passamos a zelar por ele e consequentemente cuidarmos dele. “Tendo essa base como linha de raciocínio, fundindo a grandes nomes que pensaram no espaço público como uma extensão de nossas residências, como Roberto Burle Marx, Martha Schwartz, Peter Walker, Rosa Kliass, Jane Jacobs, Kevin Linch, etc., pude aplicar esses conceitos em cada item utilizado no espaço, transformando-o em um jardim pessoal para cada um que queira cuidar. Cada vez mais vivemos em espaços e consumimos produtos que nos isolam do mundo exterior, portanto atitudes e espaços como essa praça e esse Chimarródromo, nos fazem fortalecer as relações com nossos círculos”, finaliza Ricardo.

O diretor de Cultura do município, Helinton Lugarini, destaca a importância da revitalização da praça para o município. “Nada mais democrático que uma praça que serve de portal de entrada da cidade, com acessibilidade, arborizada, com monumentos da colonização e agora com um Chimarródromo, para que as pessoas possam confraternizar e promover ações culturais”, diz.

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