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Síndrome de Down: A síndrome do amor!

Pedro Lucas, de 7 anos, além de ser um bom aluno, vem mostrando sua desenvoltura em vídeos para seu canal no YouTube e Facebook, onde já possui inúmeros seguidores. (Foto: Acervo Pessoal)

O dia 21 de março é a data que marca o Dia Internacional da Síndrome de Down, síndrome esta causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Por isso a escolha desta data em alusão ao tema (21/03). A fim de entender um pouco sobre o assunto, apresentaremos de forma sucinta uma breve explicação. A maior parte da população possui 46 cromossomos em cada célula, dentre bilhões. Já as pessoas com Síndrome de Down ou Trissomia do Cromossomo 21, possuem 47.

As crianças, jovens e adultos com Síndrome de Down podem ter algumas características semelhantes e estarem sujeitos a uma maior incidência de doenças, mas apresentam personalidades e características diferentes e únicas. A Síndrome de Down não é uma doença, trata-se de uma condição da pessoa associada a algumas questões para as quais os pais devem estar atentos desde o nascimento da criança.

As pessoas com Síndrome de Down têm muito mais em comum com o resto da população do que diferenças. Eles são capazes de sentir, amar, aprender, se divertir e trabalhar. Podem sim, ler e escrever, ir à escola como qualquer outra criança e levar uma vida normal. O Jornal Gazeta Informativa traz em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down, três exemplos de pessoas com esta síndrome e o relato emocionante de suas famílias. Sim, eles estão entre nós!

Pedro Lucas

Pedro estuda na Escola Municipal Pedro Effco da vila Prohmann e essa é a turma dele. (Foto: Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

O primeiro caso é do nosso amiguinho Pedro Lucas Bacil, o Pedrinho. Filho de Mara Bacil e José Maria França. Um menino de 7 anos de idade, estudante da Escola Municipal Pedro Effco na vila Prohmann. Ele frequenta o 3º ano em uma turma com outros quatorze colegas no período matutino, turma da professora Cleusi Freitas. Recém chegado à escola, neste ano letivo Pedro Lucas se adaptou muito bem ao cotidiano junto de seus colegas, afirma a diretora Joceliny Przyvitowski, complementando que “no início a família teve receio na mudança de instituição de ensino, tendo em vista que Pedrinho estudava em uma instituição privada e com metodologias de ensino diferenciadas. Porém a adaptação foi incrível.”

Pedro Lucas além de ser um bom aluno, vem mostrando sua desenvoltura em vídeos para seu canal no YouTube e para sua Fan Page na rede social Facebook, onde já possui inúmeros seguidores. Esta ideia foi um incentivo de seu irmão Eliezer e sua cunhada Fernanda, que juntos a pedido da Mara que gostaria de enviar fotos e vídeos para que os membros da família que residem em outros municípios pudessem acompanhar o desenvolvimento do baixinho.

A escola de Pedro Lucas, atende 630 alunos nos períodos matutino e vespertino e possui um quadro de profissionais excepcionais e capacitados, aptos para às metodologias de ensino aprimorando a aprendizagem das crianças.

“Nossa cultura tem uma experiência ainda pequena em relação à inclusão social, com pessoas que ainda criticam a igualdade de direitos. A Escola Municipal Pedro Effco faz com que essas diferenças tornem-se iguais e são colocadas em nosso grupo para que sejam aceitas, acrescentando valores morais e de respeito ao próximo, com todos tendo os mesmos direitos e recebendo as mesmas oportunidades diante da vida”, acrescenta a professora Joceliny.

Gabriel Ferraz

O segundo caso é do Gabriel Ferraz que tem 8 anos de idade. Ele é aluno do Colégio Integral e filho da Silmara Ferraz e do Aldir Wisniewski. Sua mãe, relatou à redação da Gazeta Informativa um emocionante depoimento.

Gabriel Ferraz tem 8 anos e é aluno do Colégio Integral. (Foto: Acervo Pessoal)

Gabriel Ferraz tem 8 anos e é aluno do Colégio Integral. (Foto: Acervo Pessoal)

“No primeiro momento da notícia que meu filho era portador da Síndrome de Down, foi assustador, não por questão de preconceito, mas sim por medo, pois se tratava do meu filho amado e uma notícia inesperada. Houve correria, o choque para toda família e nos meus braços a criação mais perfeita que Deus poderia me dar. Eu olhava para o Gabriel, e para mim, não havia nada de diferente, mas tive que me conscientizar que meu filho tinha atrasos para poder ajudá-lo. Foram longos dias de batalhas, muitas noites sem dormir, muitas terapias, mas hoje tudo que tenho para dizer é que ele nos fez pessoas melhores, porque assim como ensinamos, aprendemos com ele também. Forte, alegre, carinhoso, fez com que suas dificuldades nos ensinassem a seguir em frente sem nunca desistir. A deficiência está na consciência de cada um, só depende de como criamos e educamos nossos filhos, e a inclusão, independente da diferença, cabe a cada um de nós. Você que é mãe e tem convívio com crianças portadoras de Síndrome de Down, permita-se amar e ame-o muito, respeitando seus limites. Gabriel, minha joia rara, amor inexplicável, a cada gesto, a cada palavra, a cada sorriso, a cada abraço, a cada beijo nos faz mais feliz.”

Silmara comenta que está iniciando o desenvolvimento de um grupo de pessoas com Síndrome de Down, visando prestar apoio, trocar experiências e integrar ainda mais estas pessoas, crianças acima de tudo, especiais e em breve o Jornal Gazeta Informativa que é fiel colaborador de causas como esta, divulgará.

Eduardo Gabardo

O terceiro caso, traz aos amigos leitores a história do pequeno Eduardo Gabardo dos Ramos de 2 anos e três meses, filho da Alexandra Gabardo e do Wagner Felipe dos Ramos.

Segundo os pais, Eduardo Gabardo é uma criança maravilhosa, esperta e sapeca! (Foto: Acervo Pessoal)

Segundo os pais, Eduardo Gabardo é uma criança maravilhosa, esperta e sapeca! (Foto: Acervo Pessoal)

Sua mãe conta-nos como foi a surpresa da chegada do pequeno Dudu. “Em 31 de dezembro de 2014 o Dudu veio ao mundo, um menino lindo. Porém fez hipoglicemia e então precisou ser transferido para uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no Hospital Nossa Senhora do Rocio em Campo Largo, lá chegando, foram feitos muitos exames, então o médico chamou eu e meu marido para conversarmos, onde ele perguntou o que sabíamos do bebê e eu respondi da hipoglicemia e que ele não estava pegando o peito. Então o médico disse que ele não tinha problema nenhum e ele era portador da Síndrome de Down. Nesse momento o mundo parecia ter desabado, porém respiramos fundo e só queríamos ele em casa. Depois de muito empenho ele pegou o peito e começou ganhar peso, 6 dias depois enfim, viemos para casa. O levei para consulta de rotina e pedi ao médico todos os encaminhamentos para fisioterapia e demais, o que foi muito importante para o desenvolvimento dele. Fez também avaliação na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), porém não precisou frequentar, ele está desde os 5 meses no CMEI Casulo o qual foi muito importante para seu desenvolvimento”.

Segundo Alexandra, seu filho Dudu sempre foi tratado como uma criança normal. “Nunca deixei ninguém o tratar diferente por causa da síndrome. Ele é perfeito não tem nenhum problema de saúde graças a Deus. Ele é capaz de tudo, é só continuar estimulando, em breve começará novamente a fazer fonoaudiologia para desenvolver sua fala. Ele é uma criança maravilhosa, esperto e muito sapeca, somos gratos a Deus por ter nos escolhido para sermos os pais do Eduardo.”

A Síndrome de Down não é uma doença, pelo contrário é um fato que acontece na vida de alguns cidadãos e muda a trajetória de suas famílias, para melhor. A cada dia uma batalha é vencida e nos aproximamos cada vez mais do principal objetivo de todas as famílias e grupos que conheçem está síndrome: a inclusão social e a quebra do preconceito. Ser diferente é normal.

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