(Imagem Ilustrativa)

Queria uma explicação racional ou algo semelhante para me dizer o porquê que nos apegamos aos sentimentos negativos e muitas vezes deixamos de lado os positivos. Há alguns meses, andando pelo Centro da cidade para uma reportagem, encontrei uma amiga que há tempos não via. Ganhei um abraço sincero e um sorriso seguido da frase: “é tão bom encontrar pessoas como você na rua”. Ela não sabe como isso mudou o meu dia! Está aí uma coisa boa para se apegar – e que as vezes passa despercebida e é esquecida pela nossa vida agitada.

Nesses mundos paralelos de WhatsApp recebi também, há um tempo, uma mensagem que me identificou como “a esquerdista” e que as minhas atitudes são “erradas”, algo que realmente me impressionou, pois, o contexto que a situação estava inserida não demonstrou em nada o meu ponto de vista político. Pensei em responder a situação com perguntas e motivos que levaram tal pessoa a me categorizar dessa forma, mas sei que o silêncio em determinadas situações é a melhor coisa a ser feita. Guardei essa situação parcial e fiquei martelando isso na cabeça por dias, dias e dias, bem mais do que quando vi a minha amiga na rua. Isso ainda me incomoda.

Você já passou por isso? De ficar preocupado ou dias sem dormir por algo que esgota tuas energias? “Mas por que essa pessoa pensou isso sobre mim?”; “Eu sou mesmo tudo isso?”; “Mas ela me interpretou mal”, e por aí vai. As vezes quando alguém nos elogia ou até mesmo nos repassa sentimentos positivos, a situação se perde em segundos. É difícil ser vulnerável e lidar com um sentimento pelo qual a gente não concorda, só que é mais injusto esquecermos de quem nos impulsionou para o nosso melhor.

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