(Imagem Ilustrativa)

Estou tentando finalizar uma proposta de livro e pensei em algumas pessoas que eu gostaria que fossem os primeiros a lê-lo, antes de sua formatação final. As ideias que serviram para a base do texto, que inicialmente foi escrito no formato de conto em 2014, agora transformado em romance, surgiram no ano de 1998, quando participei de um curso de pós-graduação em gestão empresarial na Escola Superior de Administração e Gerência – ESAG.

Confesso que estranhei, num primeiro momento, quando no curso nos foi apresentado um módulo de Qualidade de Vida. Normalmente, quando se pensa numa especialização, nos vem à mente questões técnicas. Pois descobri o quanto é fundamental em nossa vida pessoal e profissional a questão do equilíbrio, do encontro de formas de compatibilizar as questões fisiológicas do ser humano com o ambiente onde vive. O meio também afeta as questões psicológicas do indivíduo e não é só por questões de relacionamento interpessoal ou de sobrevivência organizacional.

Foi neste módulo que conheci o Professor Helge Detlev Pantzier. Além de professor da UDESC, UFSC, UNISUL e Estácio de Sá, foi auditor fiscal, Procurador Geral da Fazenda de Santa Catarina (com livros publicados na área do Direito Tributário), entre outras ocupações. Viajante, conheceu mais de 72 países. Tudo o que fazia era com dedicação, com comprometimento. Talvez a sua maior paixão tenha sido a Radiestesia. Foi a primeira pessoa que conheci com uma percepção extrassensorial (PES) desenvolvida. Seus antepassados também foram radiestesistas.

Radiestesia é uma palavra derivada do grego. Isto é, radius = raio, e aisthesis = sensação. É um conjunto de técnicas conhecida e praticada há milênios pelos egípcios, romanos e chineses. Seu nome se devia à utilização de varas para sondar nascentes de água subterrânea e veeiros minerais. Eu, particularmente não conhecia nada sobre radiestesia, só tinha ouvido falar de pessoas da comunidade que encontravam água com o uso de uma forquilha de pessegueiro, por exemplo (a água em movimento, quando em contato com minerais, como o quartzo, emite frequências captadas pela antena e são interpretados pelo radiestesista).

As técnicas foram se desenvolvendo, novos aparelhos e até softwares foram criados para que pudéssemos obter uma maior harmonia na nossa relação com o meio. A radiestesia está baseada na coleta de informações, na nossa ligação entre o inconsciente coletivo e o inconsciente humano. Nossa mente é capaz de realizar coisas que nem sonhamos que possam ser feitas. Ainda há muito a descobrir, como dizia um outro professor: Fauzi Kfouri.

Todos podem praticar a radiestesia, usando as técnicas corretas. Mas há pessoas que possuem maior habilidade natural para praticá-la. O professor nascido em Blumenau-SC era um deles.

Ele nos dizia que nós somos como instrumentos, capazes de perceber as frequências emitidas por tudo que existe na natureza. Estas frequências podem atuar de forma positiva ou negativa sobre os seres vivos, sobre seus organismos. Como instrumentos, usamos algumas “antenas” para melhor perceber tais vibrações. Exemplos são as varinhas em Y, os pêndulos ou o dual rod.

Da mesma forma que percebemos tais emissões, também emitimos nossas frequências, através de nossas projeções mentais. Nesta linha, podemos influenciar, positiva ou negativamente, usando nossos dons, nossas habilidades. O professor Helge foi uma daquelas pessoas dedicadas à ajuda do próximo. Foi uma pessoa boa.

Mas há aqueles que usam essa capacidade de influenciar, para o mal. Se você não acredita, como explicar a influência de homens como Hitler e Mussolini, pessoas capazes de levar o mundo ao conflito por causas inexplicáveis, inaceitáveis para a maioria da população mundial.

Há muito que se falar sobre radiestesia, sobre parapsicologia, sobre o poder da mente humana. Mas exagerei um pouco na extensão deste texto. Hoje, minha mensagem é no sentido de que não se deve protelar, deixar para fazer mais tarde. Sempre tive vontade de agradecer ao professor Helge pelos ensinamentos, por me fazer ver a vida de forma diferente. Pensei que abordar o tema em meu livro fosse uma forma de agradecer. Demorei demais. A base do texto foi escrita em 2014, o bom professor morreu em abril de 2015, descobri buscando seu endereço nesta semana. Não poderá ser meu leitor beta. Ele se foi e com ele muito do seu conhecimento. Talvez uma forma alternativa de agradecer seja concretizar a edição do livro “Transcendente – uma viagem no tempo”.

Adnelson Borges de Campos
Últimos posts por Adnelson Borges de Campos (exibir todos)

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
A maratona de cada um
É possível empreender no setor público
Quando mudamos, temos que mudar para melhor