(Imagem Ilustrativa)

Recentemente vi um artigo que tinha esse título, “Nasa defende que devemos estar preparados para descobrir vida fora da Terra”, do final de outubro desse ano, e falava que havia sido publicado artigo na revista científica Nature.

Falando nisso, lembrei de uma palestra que dei certa vez e que tinha quase que esse tema. Foi bem curioso falar para um público de universitários, professores, religiosos e provocar um bom debate, sem se passar por um tolo.

Nesse artigo da Nasa, recomenda-se que a população, em especial a comunidade científica, seja instruída sobre como agir em caso de detecção de seres vivos de outros planetas e até mesmo galáxias. E eu questiono, o que você faria se isso acontecesse agora?

Me lembro que estava participando de uma atividades na igreja e o tema de discos voadores surgiu na conversa e eu quieto no meu canto só escutando, até que alguém diretamente me pergunta o que eu achava sobre isso. Creio que pelo fato de ter sido professor e também por ter curso superior, queria ouvir a minha versão, o que eu achava. Pois bem, falei meu ponto de vista que tirou comentários assustados com colegas, ainda mais quando o pastor que estava na conversa falou que meu ponto de vista acabara de mudar seu pensamento quanto a vida extraterrestre. Não era meu intento, mas fiquei feliz, pois achei que não me entenderiam. Tempos depois fui pego de surpresa para falar de improviso sobre qualquer assunto, pois um amigo organizou palestras e faltou um dos palestrantes e me colocou nessa fria. Lembrei-me dessa conversa e lá fui eu instigar aquela plateia.

Perguntei quem acreditava em vida extraterrestre? Não sei se não acreditavam ou tinham vergonha de falar, mas o fato é que poucos levantaram a mão ou responderam eu. Primeiro perguntei se entendiam que a estatística era uma ciência, a ponto de merecer um curso superior só para ela, sim foi a resposta dessa vez. Então entrei na parte científica da coisa, explicando que a Via Láctea possui 10 bilhões de estrelas, e que tem o tamanho de 100 mil ano-luz, e que cada ano luz é a velocidade da luz percorrida em um ano, ou seja 300 mil km por segundo, tentando resumir que é uma distância que conseguimos colocar em números, mas não imaginamos por ser muitíssimo grande. Mas pedi pra acompanharem o meu raciocínio científico. Se nós conseguíssemos andar na velocidade da luz, ainda assim levaríamos 100 mil anos pra atravessar apenas a nossa Via Láctea, que é uma galáxia média, e possui 100 bilhões de estrelas. Dito isso, consegui a atenção de todos e creio que a maioria entendeu a dimensão gigantesca que é a nossa galáxia.

Continuando, eu falei que os cientistas acreditam que existam 200 bilhões de galáxias no universo visível. Um parêntesis aqui, na verdade eu errei no dia, acreditam que sejam 2 trilhões de galáxias. Então fiz o seguinte comentário, já que eu acredito em Deus, comentei que num universo deste tamanho será que só existe a gente aqui da Terra? Então comentei em termos estatísticos na possibilidade de haver vida inteligente em alguma outra galáxia, seria em número razoável. Boa parte dos presentes entendeu e aceitou como possível os meus questionamentos. E assim arrematei perguntando quantos ali acreditavam em Deus, e como entendiam que Deus seria, onipresente e onipotente? De uma inteligência sem igual, sem tamanho e obtive a concordância geral. Aí então fiz a seguinte pergunta, “Com toda a inteligência que Deus possui, será que Ele faria um universo deste tamanho apenas para nós aqui na Terra? Sendo que possivelmente nunca sairemos da nossa própria galáxia, quanto mais visitar algumas das 2 trilhões de galáxias existentes? Seria muito pretensão da nossa parte, por isso acredito na existência de muitas civilizações por aí.” Quase me senti um pop star, pois fui aplaudido por todos e vários em pé.

Bom, se essas civilizações nos visitam, é outro assunto, para outra discussão.

Hugo Lopes Júnior
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