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Super Mães!

O Dia das Mães é uma data comemorativa, de origem grega, em homenagem a mãe e a maternidade. No Brasil, esta data especial é comemorada sempre no segundo domingo de maio (de acordo com decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas).

Mãe é um misto de amor, carinho e alegria, que quando estamos em angústia a nossa angústia se torna a dela, como quando estamos felizes o nosso sorriso é o que enche seu coração de alegria. Mãe é alguém que tem um significado gigante, mas como pode uma palavra pequena significar tanto? Pois é, não há explicação. Parabéns para você que tem a melhor profissão do mundo, a maternidade!

Aproveitando o Dia das Mães, comemorado neste domingo (8), o jornal Gazeta Informativa entrevistou algumas mães de filhos especiais como a dona Maria Spapckyk Buasczy, Célia Nascimento dos Santos e Marlene Seroisk Franco.

Maria é mãe de Andriel, portador da Síndrome de Down. Ele completou 19 anos, sexta-feira (6)

Maria Spapckyk Buasczy, com 21 anos de idade, deu à luz a Andriel. Antes dele nascer, Maria já tinha outros dois filhos, era mãe solteira e estava passando por uma condição financeira muito difícil. Ela desabafa que foi difícil acreditar que seria mãe novamente, ”quando eu descobri que seria mãe mais uma vez, eu chorava muito e me perguntava se a criança que estava vindo iria sofrer como os outros”, conta. Meses depois de ter feito o teste de gravidez, que resultou positivo, a casa de Maria foi assaltada, onde levaram tudo o que tinha e algumas semanas depois sua mãe foi para UTI, muito doente.

Quando Andriel nasceu, os médicos não sabiam da sua doença, ” foi um parto bastante difícil, ele teve que ficar sete dias a mais que eu no hospital, e como eu morava no interior e não podia vir de duas em duas horas amamentar ele, eu tive que ficar esses sete dias com ele no hospital”, conta a mãe. Dona Maria notou que tinha algo errado com seu filho e o trouxe no pediatra vinte e um dias após seu nascimento, onde o médico informou que seu filho era portador da Síndrome de Dow. ”Eu fiquei apavorada, pois eu não sabia o que era essa doença, fui na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) procurar ajuda, onde as psicólogas e as professoras me explicaram, junto com o médico o que realmente era a doença. No começo foi tudo muito difícil. Mas, ele é tudo para mim, meu amor, meu carinho, o homem da minha vida…”, completa dona Maria.

Atualmente Andriel frequenta a APAE da cidade, tem uma rotinha sadia e muito divertida com sua mãe e sua família. Ele completa dezenove anos de idade nesta sexta-feira (06).

Uma mãe especial

Célia é mãe de Adilson, 44 anos, que tem atraso mental

Célia é mãe de Adilson, 44 anos, que tem atraso mental

No dia 21 de abril de 1972, com 19 anos de idade, Célia Nascimento dos Santos, através do parto fórceps – uma espécie de parto que consiste em retirar o bebê do ventre de sua mãe, por meio de um instrumento: o fórceps, ou um tipo de ventosa que pode ser de metal ou silicone. Recurso utilizado pelo médico conforme a necessidade de se puxar a criança ou auxiliar a mãe que sozinha não consegue “expulsar” a criança de seu ventre –, deu à luz a Adilson.

Durante sua gravidez ela sentiu muitas dores e sinais de parto, mesmo ainda não sendo a hora do nascimento da criança. ”Ser mãe de uma criança especial é ser uma mãe especial, pois o casal não está preparado, mas depois que a gente encara as coisas se tornam muito mais fáceis”, diz dona Célia.

A doença de Adilson foi descoberta quando ele tinha quatro anos de idade, quando ele iniciou a educação infantil. A reação da família de Adilson quando soube que ele tinha atraso mental foi de rejeição, o que fez os pais se afastarem um pouco da família, “quando eu comecei a encarar a minha realidade eu não ‘dei mais trela’ para a opinião dos outros sobre o meu filho”, comenta a mãe. “Agora eles amam ele, é o sobrinho preferido de toda a família, e ele representa tudo, fez a gente renascer, eu amo ele e vou sempre amar!’”, conclui.

Adilson frequenta a APAE, ajuda na horta comunitária, cuidando e a deixando sempre linda, reside em uma casa no interior, onde ama e cuida de seus animais, se diverte brincando e rindo com sua família.

Célia Nascimento dos Santos nos deixa uma mensagem: ”Não é uma alegria quando você descobre que seu filho é especial, é um ‘choque’, mas a partir do momento em que você começa correr atrás dos recursos para o seu filho, você percebe que tudo fica mais suave. Para as mães que tem filhos especiais, não desanimem, deem amor e cuidem deles porque é isso que uma criança precisa.”

O apoio

Marlene é mãe do pequeno Marcelo, 10 anos, que possui a doença Hidrocefalia

Marlene é mãe do pequeno Marcelo, 10 anos, que possui a doença Hidrocefalia

Marlene Seroisk Franco é mãe do Marcelo Peremida, é casada e tem mais um filho. Para ela, ser mãe de uma criança especial é ser uma mãe especial, ”ele é a minha vida e eu sou a vida dele”, diz Marlene.

A deficiência do Marcelo foi descoberta três meses após seu nascimento, “ele chorava toda noite, os médico daqui da cidade diziam que era cólica, mas eu sou mãe, sentia alguma coisa errada”, fala. A mãe levou o filho para um médico que atendia somente em uma clínica em Curitiba, e foi detectada a doença Hidrocefalia, “eu estava sozinha na clínica quando recebi a notícia da doença, eu me abracei em Deus”, relata.

A reação da família foi de apoio, apoio à doença do Marcelo, “paramos de viajar tanto, devido à dificuldade que era. Nem na igreja eu ia pois ele chorava muito. Mas tudo foi se ajeitando, e hoje ele está forte e bem!”, conta a mãe.

Atualmente Marcelo tem dez anos, mora com seus pais e adora brincar na chácara da família com seu irmão, adora ir na APAE e brincar com seus amigos e parentes. “Ele é uma criança linda e alegre, e eu amo ele!”, conclui Marlene.

A hidrocefalia, doença que o menino Marcelo possui é uma doença caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido dentro do crânio que leva ao inchaço e ao aumento de pressão do cérebro devido a infecções do cérebro como meningite, tumores cerebrais ou defeitos congênitos, por exemplo.

Este líquido, chamado de líquido cefalorraquidiano (LCR), envolve o cérebro e a medula espinhal e tem a função de o proteger. Porém, quando há um bloqueio à passagem do líquido, um aumento da produção do líquido ou uma má absorção do mesmo, ocorre hidrocefalia que, embora seja mais frequente em crianças, também pode ocorrer em adultos ou idosos.
A hidrocefalia não tem cura, no entanto, pode ser tratada e controlada através de cirurgia para drenar o líquido e aliviar a pressão no cérebro.
Quando não tratada, as sequelas de hidrocefalia podem surgir como atraso no desenvolvimento físico e mental, paralisia ou até mesmo morte, em alguns casos.

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