(Fotos: Arquivo Pessoal)

Lição de honestidade e empatia: o taxista Valdinei Souza Coelho, de 35 anos, estava voltando de uma corrida (por aplicativo) quando entrou em uma via sem asfalto e encontrou um boleto no meio da rua. Ao se aproximar, viu que era uma conta de energia elétrica enrolada no dinheiro para pagamento.

Valdinei, que mora em Aquidauana (MS), não pensou duas vezes no que fazer. “Estava a conta e o dinheiro enrolado, caídos ali no meio da rua. Eu vi que não conhecia a pessoa e depois pensei: ‘Vou ter que ir lá pagar essa conta‘. Fui até a lotérica da cidade e até perguntei para as moças do atendimento se elas não atenderam uma pessoa que foi pagar e viu que tinha perdido a conta. Elas disseram que não e aí eu mencionei a história”, afirmou.

Segundo o taxista, as atendentes da lotérica ficaram admiradas com sua atitude. “Depois de pagar, eu voltei pela mesma rua para localizar o dono do boleto e dinheiro, mas não encontrei. Até parei um senhor na rua, perguntando o nome dele, mas não era João Vicente, conforme descrito no boleto. Foi aí que eu decidi colocar nas redes sociais para ver se o localizava”, disse.

Pouco depois, Valdinei viajou até o município vizinho de Miranda, na região oeste de Mato Grosso do Sul, para cumprir uma viagem programada. “Fiz a viagem e, quando retornei, recebi uma mensagem de uma moça, que é a filha do dono da conta. Ela disse que tinha perdido no caminho e me passou o endereço certinho, já que faltavam algumas informações na conta e aí eu consegui chegar até lá”, ressaltou.

Apesar de estar cansado devido à longa viagem, o taxista passou na residência da família e conversou com a moça – lá, devolveu a conta e o troco de R$ 11,75.

“Graças a Deus eu fui bem educado pelos meus pais e nem passou pela minha cabeça ter outra atitude que não fosse essa. Eu pensei que, sem energia, eles não iam ficar. Até comentei com a minha esposa que é muita coincidência, pois, dias antes tinha visto uma história parecida na internet e logo depois aconteceu justamente comigo”, completou Valdinei.

Fonte: Diário do Bem

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
O sonho que saiu da fotografia: o são-mateuense e seu Maverick 75
Os impactos da quarentena na rotina profissional e pessoal
A originalidade da arquitetura são-mateuense – Parte I