Artigo de Opinião

Tendências de trabalho entre os Baby Boomers, Geração X e Jovens Millennials

(Imagem ilustrativa)

Quando falamos em escolha profissional inúmeras possibilidades vem em nossa cabeça, e tudo isso é bastante relativo entre cada pessoa. Mas precisamos compreender que as tendências profissionais dizem tudo sobre a geração em que vivemos, e consequentemente refletem o comportamento da sociedade no mercado de trabalho.

Passamos a maior parte de nossa vida trabalhando, e toda essa responsabilidade pela escolha profissional reflete em anseios vividos entre as necessidades das gerações.

Essa relação de trabalho e vida pessoal era bastante definida entre os Baby Boomers (pessoas nascidas entre 1945 – 1964), que possuíam perspectivas exatas entre trabalho e a escolha da profissão para o resto da vida. Nesse período o emprego limitava-se ao escritório; as responsabilidades eram específicas e você sabia a hora de começar e terminar o trabalho. A regra era clara: vida pessoal e emprego não se misturavam.

A estrutura linear e hierárquica entre produção, gerenciamento e chefia também eram marcantes entre os Baby Boomers, e os anos de experiência eram a principal engrenagem para o crescimento pessoal e empresarial. Disciplina e honra eram classificados como essências para garantir sucesso, status pessoal e garantia de sustento familiar, aproveitando as recompensas e regalias mesmo que elas demorassem chegar.

Já a linha de relação entre trabalho e vida pessoal começaram a mudar na Geração X (pessoas nascidas entre 1965 – 1984), redirecionando a relação de tempo entre trabalho e recompensa. A competitividade para o crescimento rápido dentro de uma empresa era característica fundamental para os objetivos dos jovens desta geração, que começaram a estender o trabalho para happy-hours. Essa mistura entre vida pessoal e profissional trouxe a admiração pela conquista, pois eles estavam sempre em busca da meritocracia em ideias que os fizessem alcançar cargos importantes de chefia o mais rápido possível.

A diferenciação entre meritocracia e anos de experiência começaram a tomar rumos distintos na Geração X, que objetivava o destaque pessoal e profissional pela independência financeira (independente de idade), e viver o mais rápido possível o prazer de suas conquistas.

Hoje os Jovens Millennials ou Geração Y (nascidos entre 1985 e 1999) retratam o cenário entre escolha profissional e transformação pessoal. Aproveitar o caminho antes de chegar ao destino final é o principal objetivo desses jovens, que encontram nesse rumo uma oportunidade de buscar uma profissão que os façam independentes e realizados.

O reconhecimento por oportunidades faz dos Millennials jovens com mentalidade digital, líquida e coletiva, e a linha hierárquica e projetos à longo prazo não os motivam. Eles buscam o respeito mútuo em trabalhar com as outras gerações, e acreditam que o relacionamento de igual para igual transforma o trabalho em algo realizador.

Além de emprego, o propósito em exercer inúmeras tarefas, conhecer e ir em busca de novas tendências de trabalho fazem com que os Millennials tragam à sua vida experiências engajadoras. O problema disso tudo e dessa formação de horários e fazer o trabalho sempre presente é que o acúmulo de atividades traz consigo problemas psicológicos como ansiedades e depressões.

A Gazeta Informativa aborda uma matéria especial contando sobre um problema que foi categorizado como a doença do século XXI: a depressão. Toda essa relação de informação e objetivos fazem com que os jovens se sintam acumulados de atividades, fazendo com que a saúde mental fique prejudicada.

Talvez você seja um Baby Boomer ou uma pessoa da Geração X e não compreenda o excesso de informações, objetivos e vontades vividas pelos Millennials, e justifique toda essa ansiedade como algo sentimentalista demais. Para isso é importante entender e compreender a vida destes jovens na visão deles, para que dessa maneira, você possa ajudar a evolução desse novo cenário no mercado de trabalho.

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