Ilustração do livro “A parte que falta”, de Shel Silverstein. (Imagem Ilustrativa)

Mês passado comecei a fazer terapia e eu não fazia ideia do quanto isso poderia melhorar os meus relacionamentos pessoais e principalmente os internos. Não é à toa que as pessoas dizem que as profissões que trabalham com a mente serão as profissões mais procuradas nos próximos anos, seja por autocuidado ou por necessidade. No meu caso, foi a mistura dos dois.

É sempre bom ter alguém em quem confiar, seja uma pessoa da família ou aquele amigo próximo, que conhece teus gostos e sabe o que sempre te incomoda. Mas sabe, penso que chega um momento que não é apenas esse suporte que vai te dar a força que você precisa. Existem momentos que precisamos desabafar com alguém que não faça parte do nosso cotidiano e tão menos nos julgue pelos pensamentos e trajetória de vida.

Como é de praxe, o início da conversa da terapia foi pautada no que mais estava me incomodando no momento, seja na vida pessoal, profissional ou nos relacionamentos. Falar o que sente para alguém de fora e que você não está muito acostumado em ver é bem difícil. Mas de certo modo isso é ótimo, pois parece que tudo que estamos sentindo se materializa de uma forma concreta, saindo todo o peso que a gente sente. Talvez essa seja a grande mágica da “coisa”.

No mesmo dia, após a terapia, passou em meu feed das redes sociais um vídeo maravilhoso sobre “A falta que a falta faz”, postado no canal da Jout Jout, uma youtuber que fala exatamente sobre como nós sentimos dificuldades em nos expressar. Nesse vídeo ela apresenta o livro “A parte que falta”, escrito e ilustrado por Shel Silverstein, que mostra como sempre estamos em busca de algo que nos completa, mas que na verdade, esquecemos que as pequenas coisas que nos fazem bem tornam a nossa vida do jeito que tanto buscamos – mas não enxergamos.

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