(Imagem Ilustrativa)

Escrever meus artigos de opinião semanalmente é um desafio em vários aspectos. Essa forma de comunicação que tenho com vocês me faz pensar como será a forma de reagir quando alguém, daqui décadas, pegar esse jornal impresso para ler e entender como era o pensamento de uma jovem de 20 anos vivendo no ano de 2019. É louco pensar que escrevo a história e às vezes não me dou conta do tamanho dessa reponsabilidade.

Bem, você que está lendo esse texto, num ano distante ou próximo da minha realidade, hoje, numa sexta à noite, no dia 8 de novembro de 2019, data que escrevo esse texto, estamos vivendo uma das maiores incertezas políticas do nosso país. O conflito indireto entre grupos de esquerda e direita me faz entender porque muita gente se afasta de assuntos políticos. É tanto ódio sendo disseminado que às vezes eu penso que nossos governantes não têm a real noção do impacto que certas falas e atitudes podem repercutir mundialmente. Estamos lidando com vidas de um povo que em sua grande maioria está desacreditado no futuro brasileiro. Não sabemos como será o dia de amanhã, tão pouco estamos animados para as próximas ações à serem feitas.

Hoje também foi um dia difícil e que infelizmente podem passar décadas e décadas que sempre vamos bater de frente com essa realidade. Ontem, quinta-feira, um jovem de 18 anos faleceu vítima de um acidente de moto. Doeu o meu coração ver que uma vida tão cheia de sonhos foi levada assim, em segundos. É doido pensar isso, mas nunca estamos preparados para nossa maior certeza. Espero que no futuro as pessoas estejam mais bem preparadas espiritualmente para isso. Bem, fico triste também em pensar que ainda existem pessoas que pensam que tudo acaba quando morremos.

De manhã também ouvi uma notícia de uma tentativa de suicídio de um idoso, isso tudo me fez pensar em como esquecemos de notar as angústias dos mais velhos. Se você, do presente e do futuro, estiver lendo isso, olhem para eles com mais atenção. Bem, já está ficando tarde e preciso finalizar o texto antes que meu pai levante novamente perguntar porque eu digito tanto… Espero que mesmo com as curtas histórias compartilhadas aqui, vocês busquem aproveitar mais o seu presente, mesmo que seja com algumas dificuldades.

Cláudia Burdzinski

Cláudia Burdzinski

Estudante de Jornalismo que adora escrever e conhecer um pouco sobre a vida e a história de cada pessoa envolvida. Preza pela essência que é repassada na produção de cada matéria, valoriza os pequenos gestos e apoia o ativismo ambiental. E-mail para contato: claudia@gazetainformativa.com.br
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