Eduardo Removicz Amarante tem dois anos e sete meses e está na 3ª fase para superar uma má formação do fêmur esquerdo. O pequeno são-mateuense nasceu assim e precisou passar por duas cirurgias para corrigir a situação que, inicialmente, o levaria a amputar a perna. Sua evolução tem sido visível, mas carece de novo apoio em meio à incerteza de como será o novo procedimento que deve ocorrer no mês de maio.

Inicialmente, Eduardo passou por exames de ressonância e raio-x que indicaram a amputação como a única possibilidade por avaliação médica que apontava a ausência de ligamentos e juntas, segundo a mãe Inês Removicz. Perder a perninha foi um choque inaceitável e promoveu iniciativa diferente: procurar outra avaliação profissional que indicou a possibilidade de um tratamento, com três cirurgias e fisioterapia.

Em novembro de 2018, a Gazeta Informativa trouxe uma reportagem sobre o assunto. Na época a mãe citava a necessidade de R$ 75 mil para procedimentos que evitariam a amputação e lutaria pela recomposição, dando ao menino a possibilidade de andar. Com apoio da sociedade e dos Anjos de Plantão esta fase foi superada. Sucedida de uma segunda ação cirúrgica no início de 2020, mas carece de um 3º procedimento.

Choque e superação

“A descoberta foi no parto”, lembra a mãe. “Dudu nasceu com má formação no joelho”, explica. A avaliação prévia de pediatria citava, apenas, a amputação como alternativa, segundo os exames. “Após várias opiniões e acreditando que essa seria realmente a única solução, levei ele para o procedimento por duas vezes”. Em ambas as oportunidades, as cirurgias foram canceladas porque o pequeno estava gripado.

Neste intervalo, Inês entrou em contato com o grupo Anjos de Plantão. Nisso a oportunidade de levar o menino para outra avaliação com especialista em reconstrução óssea. Com um tratamento de oito a dez meses, Eduardo teria a possibilidade de estar com sua realidade sendo mudada e ter a oportunidade de superar o problema congênito. O único problema seria o alto custo do procedimento.

Apesar do receio, tanto a mãe quanto o grupo Anjos de Plantão contaram com a solidariedade. Inúmeras promoções se sucederam: realização de bingos, arrecadação com latinha solidária nos comércios e por meio do grupo no Facebook “Todos pelo Dudu”. A fé e o trabalho transparente mobilizaram a sociedade e, o pequeno, pôde ser levado para este tratamento, na capital paranaense.

Etapas de tratamento

A 1ª etapa foi para colocar um fixador no joelho, feito após o menino completar um ano e meio, em julho de 2019. Este procedimento foi para corrigir o pezinho e o joelho, sucedido de fisioterapias diárias por cinco meses. Levando a mãe e o menino à necessidade de mudarem para Curitiba. Estadia, transporte, alimentação e R$ 110,00 por dia de sessão de fisioterapia foram custeados com a arrecadação da campanha.

Concluída esta fase, o tratamento seguiu para a 2ª etapa. Nova cirurgia no joelho para corrigir e restabelecer os tendões e ligamentos. Isso ocorreu em 17 de fevereiro de 2020, com excelente avanço clínico na recuperação de Eduardo. Inês, mais uma vez, agradece o apoio recebido, da solidariedade e dos Anjos de Plantão, que permitiu custear esta fase. O custo do procedimento foi de R$ 17 mil.

Resta, agora, a continuidade deste trabalho. Por conta da pandemia do Coronavírus, ficou sem previsão a sequência e o 3º procedimento. Inês cita que estaria programado para o próximo mês, com dois meses de fisioterapia em Curitiba para ajudar o menino a dobrar o joelho. Também retirada do fixador e colocação da prótese. “É a parte mais importante”, explica a mãe.

Além da incerteza frente ao Covid-19, que suspende o andamento do tratamento, ela, ainda, está preocupada com uma nova arrecadação solidária para cobrir este novo custo. Nesta fase, Eduardo vai usar uma prótese móvel. “Uma botinha”, explica a mãe. O equipamento servirá para ajudar o menino a andar corretamente e é necessário, nesta etapa, para auxílio neste procedimento e evolução.

Nova campanha e fase final

São em torno de R$ 20 mil estes custos estimados e, para tal, Inês carece de nova ação de solidariedade. Havendo disposição dos Anjos de Plantão que, por conta da situação de isolamento e distanciamento social, não podem seguir com a programação de um bingo – suspenso. Entre outras mobilizações que entram no dilema de como fazer e de que forma, em meio à crise de saúde.

O fato animador, de acordo com a mãe, é poder ver a evolução. O choque inicial da indicação de ter de amputar a perna, substituída pelos primeiros passos do pequeno Eduardo. “Dudu está super bem, tendo cuidado diário com a higiene do fixador. Está caminhando com o apoio dos pés. Tudo indo bem, como o esperado”, relata em meio à confiança de dar mais um passo a mais e concluir a epopeia.

Mais detalhes podem ser obtidos pelo Facebook “Todos pelo Dudu”. Doações encaminhadas pela Caixa Econômica Federal (CEF), Agência 2152, Operação 013 (poupança), conta nº 21933-3, em nome de Eduardo Removicz Amarante.

Sidnei Muran

Sidnei Muran

Jornalista (MTB 7597 DRT/PR), formado pelo Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), pós-graduado em História e Cultura pela Unespar – campus de União da Vitória e Licenciado em História pela Unespar – campus de União da Vitória.
Sidnei Muran

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