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Trabalhadores em greve na Usina do Xisto dão prazo para Petrobras resolver impasse

Foto: Divulgação

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A greve na Usina do Xisto (SIX) completou 13 dias na terça-feira (13) e os trabalhadores tomaram uma importante decisão. Em assembleia realizada na Sede Regional Sindical de São Mateus do Sul, na região Centro Sul do Paraná, foi deliberado que a Petrobras tem até esta quinta-feira (15), para apresentar uma proposta de acordo para pôr fim à paralisação.

Caso contrário, a categoria está disposta a radicalizar o movimento. “Ainda apostamos na negociação e a greve continua até a próxima reavaliação. Se não houver avanços, discutiremos a parada total de produção e ingresso de ação de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho”, afirmou o presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Dal Zot.

Uma nova assembleia está marcada para sexta-feira (16), às 10h, na Sede Regional de São Mateus, para avaliar uma possível nova proposta ou intensificar a greve.

O movimento paredista na SIX foi iniciado em 1º de setembro. O motivo é a imposição de uma nova tabela de turno pela Petrobras que reduz de oito para seis horas o período trabalhado no regime ininterrupto, mas que aumenta os dias laborados no mês e, consequentemente, diminui o número de folgas, causando prejuízos financeiros e para o convívio social e familiar dos trabalhadores. A mesma carga horária mensal representa 18 dias de trabalho e 12 de folga no turno de oito horas; já na tabela de seis horas seriam 24 dias de trabalho para apenas 6 de folga. Além disso, os petroleiros teriam uma redução salarial aproximada de 20% em decorrência da perda do adicional de HRA (Hora Repouso e Alimentação).

Esclarecimento

Sobre a paralisação de empregados da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul (PR), a Petrobras esclarece que a necessidade de alteração da tabela de turnos desta unidade de operações (o que motivou o movimento grevista) decorre de decisão proferida em processo judicial movido pelo Sindipetro PR/SC perante a Vara do Trabalho de União da Vitória (PR). Neste processo, a entidade sindical questionou a tabela de turno vigente na SIX.

A decisão judicial inviabiliza tecnicamente a aplicação de uma tabela de 8 horas, gerando, por consequência, a necessidade de implantação de regime de turnos ininterruptos de revezamento de 6 horas, como previsto no acordo coletivo de trabalho da categoria.

Desde o início de agosto, a Petrobras mantém contato com o Sindipetro PR/SC no intuito de encontrar alternativas viáveis para dar cumprimento à decisão judicial ou buscar a revisão do julgado, exclusivamente no ponto que impede a adoção de uma tabela de turno ininterrupto de revezamento de 8 horas.

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