(Imagem Ilustrativa)

A cada início de mês realizo um pequeno planejamento para as colunas do período: pesquiso as efemérides que são celebradas e seleciono aquelas que, de acordo com o contexto da atualidade, considero as mais importantes e que possam, de alguma forma, contribuir com nossas vidas. O assunto para o mês de maio, por sua vez, chegou de forma serena e natural, mas se fixou com autoridade, a exemplo das mães amorosas e dedicadas. Ou seja, no mês em que celebramos o Dia das Mães e, também, a Igreja celebra o Mês de Maria, por que não dedicá-lo inteiro à Mãe de Deus, neste espaço? Pois, assim, foi decidido, e espero que agrade o amigo leitor.

Esta série de colunas de Maria se inicia, aqui, com um olhar voltado para “um jovem de mais ou menos 14 ou 15 anos, mais branco que a neve” (Canção Nova) e que disse ser o Anjo de Portugal. As aparições marianas que aconteceram na cidade de Fátima, em 1917, foram precedidas, um ano antes, pelas aparições deste mensageiro do céu que preparou os caminhos para a chegada da Rainha dos Anjos. Assim como o Arcanjo Gabriel anunciou à Maria que ela havia sido escolhida para ser a Mãe de nosso Salvador, assim um anjo preparou os pastorinhos para as aparições de Nossa Senhora de Fátima, os quais passaram, desde então, a ter uma vida de maior oração e penitência.

Foram três as aparições do anjo aos pastorinhos Lúcia, Jacinta e Francisco, todas em 1916. Na primeira vez, ele falou às crianças: “Não tenham medo. Sou o Anjo da Paz. Rezem comigo”. Se ajoelhou, inclinou-se até seu rosto tocar o chão, e rezou por três vezes: “Meu Deus, eu creio, eu adoro e eu te amo! Peço-te perdão por aqueles que não creem, não adoram, não confiam e não te amam!”. Depois, disse às crianças: “Rezem assim. Os corações de Jesus e Maria estão atentos à voz de suas súplicas”.

Na última aparição, o anjo lhes trouxe um cálice, o qual suspendeu no ar, e sobre ele havia uma hóstia. Dela, gotas de sangue caíam para o cálice. Ele prostrou-se na terra e disse a seguinte oração, por três vezes: “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu te adoro profundamente e te ofereço o Precioso Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os tabernáculos da terra, em reparação por todas as ofensas, sacrilégios e indiferença com os quais Ele é ofendido. E através dos méritos infinitos de seu Sacratíssimo Coração e do Imaculado Coração de Maria, eu rogo-te pela conversão dos pobres pecadores”. Depois, levantou a hóstia e olhando-a disse: “Comam e bebam o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente insultado pelos homens ingratos. Façam reparação por seus crimes e consolem a Deus”, para então oferecê-lo à Lúcia, a única das crianças que havia recebido a Primeira Comunhão.

Foi, assim, que aquelas três crianças se prepararam para o que seria um dos maiores e mais marcantes acontecimentos de nossos tempos, pois, em 13 de maio de 1917, Nossa Senhora lhes apareceria, pela primeira vez, pedindo orações e sacrifícios em reparação dos pecados e conversão dos pecadores, e da mesma forma, que rezassem o Terço todos os dias. Como nos conforta saber que os países têm, cada qual, um Anjo Protetor, pois do Anjo de Portugal podemos supor e acreditar que nosso imenso Brasil também possui o seu próprio Anjo da Pátria.

Que possamos contar às nossas crianças tão belas histórias de fé e devoção, para que em seus corações desperte o desejo pelas coisas do Céu! Um cordial abraço e até a próxima coluna!

Ingrid Ulbrich
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