(Imagem Ilustrativa)

Aproveitando o clima de Natal é bom falar de um Clássico Universal sobre essa data, que é comemorada com toda alegria e festa.

Provavelmente você deve ter visto algum filme, desenho ou peça de teatro baseado nesse conto de Natal, que foi escrito há mais de cem anos, em 1843, por Charles Dickens. Apesar de falar de uma data tão especial, a ocasião ou a maneira como foi concebida, não foi tão glamourosa assim, pois Dickens escreveu o conto em menos de um mês, para pagar uma dívida que lhe atormentava muito. Isso mesmo foi escrito para pagar uma dívida e acabou se tornando um dos livros mais adaptados da história, sendo apresentado das mais diversas formas, filmes, peças de teatros, musicais, desenhos animados, chegando até a ser adaptado para gibi com a turma dos personagens Disney, onde o Tio Patinhas faz o papel principal do Sr. Scrooge e pôde ser visto até mesmo com Os Flintstones, mesmo que eles tenham vivido antes do nascimento de Cristo. É possível encontrar também uma referência no filme Shrek. Na parte final, quando os personagens cantam juntos, o bonequinho de gengibre diz, apoiado numa muleta: “Deus abençoe a todos”. Essa é uma fala de Tiny Tim, que também tem deficiência. O que mostra a referência de Charles Dickens em tempos atuais.

Talvez você não tenha lido esse conto de Natal, mas é difícil que não tenha visto alguma adaptação daquele velho avarento, muquirana, miserável mesmo, o maior mão de vaca. Para ele, até mesmo o Natal parece um enorme desperdício de tempo e dinheiro. Em mais uma lastimável noite de Natal, o fantasma do seu sócio Marley aparece para assombrá-lo e lhe fazer um alerta. Na história Scrooge será assombrado por três espíritos, que lhe mostrarão seus erros e as consequências deles no Natal passado, presente e futuro.

O primeiro espírito chega, este é o Espírito dos Natais Passados, que leva Scrooge de volta no tempo e mostra a sua adolescência e o início da sua vida adulta, quando Scrooge ainda amava o Natal. Triste com as lembranças, Scrooge enfia o chapéu na cabeça do espírito, ocultando a luz. O espírito desaparece deixando Scrooge de volta ao seu quarto.

O segundo espírito, o do Natal do Presente, mostra a Scrooge as celebrações do presente, incluindo a humilde comemoração natalícia dos Cratchit (seu empregado), onde vê que, apesar de pobre, a família do seu empregado é muito feliz e unida. A tocha na mão do espírito tem a utilidade de dar um sabor especial à ceia daqueles que fossem “contemplados” com a sua luz. No fim da viagem, o espírito revela sob o seu manto duas crianças de caras terríveis, a Ignorância e a Miséria, e pede que os homens tenham cuidado com elas. Depois disso vai-se embora.

O terceiro espírito, o dos Natais Futuros, apresenta-se como uma figura alta envolta num traje negro que oculta o seu rosto, deixando apenas uma mão aparente. O espírito não diz nada, mas aponta, e mostra a Scrooge a sua morte solitária, sem amigos.

Após a visita dos três espíritos, Scrooge amanhece como outro homem. Passa a amar o espírito de Natal, e a ser generoso com os que precisam, e a ajudar o seu empregado Bob Cratchit, tornando-se um segundo pai para o Pequeno Tim. Diz-se que ninguém celebrava o Natal com mais entusiasmo que ele.

Assim como a Coca Cola inventou a figura do Papai Noel como o conhecemos hoje, o Bom Velhinho gorducho que transpira alegria, Um Conto de Natal é o clássico com o qual Charles Dickens se tornou o inventor do Natal como celebramos hoje. Escrito em uma época em que a celebração dessa data caía no esquecimento na Inglaterra e Europa, a obra fez o milagre de aquecer o coração dos leitores e criou o que conhecemos como Espírito Natalino.

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