Prismas

Um mundo de cristal

(Imagem Ilustrativa)

Há um mês, aqui nesta coluna, fiz referência a um discurso de Udo Gollub, um visionário que provocou a imaginação de muita gente mundo afora. Há dois anos ele fez algumas previsões, que apresentarei de forma adaptada e simplificada:

• Em 2030, os computadores se tornarão mais inteligentes que os humanos;
• Em 2018 os primeiros veículos dirigidos automaticamente aparecerão ao público;
• Ao redor de 2020, a indústria automobilística completa começará a ser demolida e carros darão lugar a computadores sobre rodas;
• Os negócios imobiliários mudarão, pois as pessoas trabalharão à distância e poderão escolher lugares mais agradáveis para morar;
• O preço da energia solar vai cair de tal forma que todas as mineradoras de carvão cessarão atividades ao redor de 2025;
• Com eletricidade barata teremos água abundante e também barata, limpando ou dessalinizando a água;
• O preço do Tricorder X será anunciado em breve (e cada um poderá possuir um aparelhinho igual ao do Dr. MacCoy de Jornada nas Estrelas) para o diagnóstico de sua saúde;
• Com os baixos custos das impressoras 3D, será comum imprimir sapatos, e peças de reposição, por exemplo, dispensando a logística e depósitos, ou até mesmo imprimir a casa onde você vai morar;
• Robôs agricultores estarão disponíveis e seus donos serão apenas os gerentes de suas plantações;
• O Bitcoin poderá se tornar a moeda-reserva padrão do mundo;
• Já há smartphones custando em torno de dez dólares e até 2020, 70% da população terá acesso à educação de classe mundial.

Como podem notar, algumas delas já dão sinais de materialidade.

Em 2013, tive a oportunidade de participar de um concurso de contos promovido pela Intel com a parceria nacional da FIAP, uma universidade de tecnologia paulista. Tudo fazia parte de um projeto chamado Tomorrow Project. O tema do concurso era: Um dia da minha vida em 2025. Fiz o exercício de construir uma obra de ficção científica. É claro que não me tornei o Julio Verne da Terra do Xisto, mas fiquei contente em ver meu texto classificado entre os dez escolhidos para representar o Brasil num projeto de nível mundial. Foi minha primeira obra traduzida para o inglês.

A maior surpresa foi encontrar no dia da premiação os meus companheiros na publicação, a maioria jovens entre 17 e 25 anos. Me senti feliz por ser um pouco mais velho e conseguir pensar na tecnologia que já está presente e na que virá.

Faça um exercício, se imagine no futuro também e pense no que vai encontrar, o que experimentará.

Já se passaram quase cinco anos desde o Projeto Tomorrow Project. Com certeza eu já consigo pensar em novas conquistas do homem. Mas se quer conhecer o meu texto “Um mundo de cristal” e a minha visão naquela época, acesse https://www.fiap.com.br/2013/10/09/tomorrow-project-brasil/ ou meu site www.adnelsoncampos.com.br.

Lembre-se: o que o homem é capaz de sonhar, de imaginar, ele é capaz de construir.

Adnelson Borges de Campos
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