Prismas

Um único time

(Imagem Ilustrativa)

Há algumas colunas atrás, afirmei que eu tinha esperança que fizéssemos boas escolhas na hora do voto e que também acreditava na disposição dos eleitos em melhorar o país. Também escrevi que a renovação talvez nos permitisse isso.

Pois bem, superamos um primeiro turno. De certa forma renovamos os quadros no Legislativo e parcialmente nos Executivos estaduais. Agora temos que decidir vários governos de estado num segundo turno. Mas a principal eleição em andamento é a do cargo maior do país.

Nos restam duas opções e a partir do dia 1º de janeiro de 2019 um dos candidatos à Presidência da República implantará a sua proposta de governo para os próximos quatro anos.

O Estado Democrático de Direito, que todos insistem em dizer que defendem, prevê que os direitos fundamentais sejam respeitados, através do atendimento da legislação e principalmente se governando com base nos princípios da Carta Magna do País. E este é um ponto importante para que lembremos, num futuro próximo, pois os dois candidatos “prometeram” cumpri-la. Precisamos garantir que a cumpram.

Assim, numa democracia, o governante governa para todos os habitantes do país. Não é para a maioria, não é para a minoria, trabalha, com base em suas propostas, para todos.

Em uma de suas falas, o ex-Presidente Americano Barak Obama lembrava o quão difícil é um processo de disputa eleitoral, onde cada um tenta convencer a maioria de que as suas ideias são as melhores. A campanha é dura, duvidosa e barulhenta. Mas ao final, uma proposta vence o processo eleitoral.

Quem perde precisa para pensar no que errou em suas propostas e trabalhar melhor na próxima campanha. Já quem ganhou, a partir daí defende o interesse de todos. Algumas vezes terá que fazer escolhas e elas, com certeza, não agradarão a todos. Mas as decisões têm que ser tomadas de forma responsável, pensando no que é melhor para todos os cidadãos do país que governa e defende.

Ele dizia que um governante, quando assume a direção de um país, por exemplo, é como um atleta numa corrida de revezamento. Ele apanha o bastão com um único objetivo: terminar o seu percurso com alguma vantagem, com algum ganho em relação ao que recebeu no início da sua trajetória.

Assim, o que se espera e que ele faça o melhor, ganhe o máximo de terreno possível para entregar para o próximo governante, o próximo no revezamento. Como ele faz parte da equipe é natural que ele espere que aquele que vem depois dele também tenha sucesso, pois eles compõem uma equipe que representa toda uma nação. Ou todos ganham, ou todos perdem.

Um país como o nosso deve ser governado assim, em revezamento numa corrida que não tem fim, mas tem marcos a cada quatro anos.

Agora é votar e esperar que os futuros governantes possam ter firmeza de propósito e serenidade na condução desta nação, que é de todos e que tem uma única bandeira, pois somo um único time.

Nascido em São Paulo (SP), são-mateuense de coração, casado com Denise, pai de Lucas, Vinícius e Helena. Administrador, especialista em gestão empresarial pela ESAG/UDESC e especialista em Gestão e Auditoria Ambiental pela FUNIBER. Trabalha na Petrobras desde 1986, onde exerceu, desde 1987, funções gerenciais em mais de nove áreas especializadas. Atualmente é gerente de manutenção da Unidade de Industrialização do Xisto em São Mateus do Sul (PR). Contista desde 2012, com diversos textos publicados em meio impresso e digital. Autor de Histórias que as estrelas contam – um pouco de astronomia para adolescentes. www.adnelsoncampos.com.br - adnelsoncampos@gmail.com.

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