Reflexão com Padre Marcelo S. de Lara

Uma comunicação à serviço

O russo Stanislawskij, famoso diretor de teatro, tinha um dizer que afirmava: “não existe pequenas ou grandes partes, mas pequenos ou grandes atores. Tal expressão pode servir em muito como valor para nossa comunicação.

Em uma realidade em que a informação é aquilo que dá poder, é aquilo que influencia e transforma, temos em mãos uma ferramenta extraordinária para transformarmos nossa realidade fazendo o bem.

Ainda que, por meio de pequenas ações, pequenas iniciativas de comunicação, podemos transformar o mundo, pois, interpretando a expressão de Stanislawskij, não é necessariamente o tamanho do palco de atuação que revela o grande ator, mas sim a forma, como o uso da linguagem e da informação é utilizada. De modo mais transformador ainda, é se este conteúdo é usado com respeito ao Outro e para torna-lo liberto da manipulação.

É preciso que acima dos nossos interesses, esteja no comunicador o interesse de todos, esteja a voz do Outro que não é ouvida; que o interesse do comunicador seja o interesse do Outro.

Fazer comunicação é esta à serviço da verdade, à serviço da ética, à serviço das necessidades ainda não supridas. Ainda que os meios de comunicação sejam, por certos grupos, utilizados como ferramentas de poder, ao contrário, por aqueles que ainda prezam pelos valores que dão dignidade ao Outro, a comunicação e seus veículos devem estar à serviço e não ao domínio.

Se os veículos de comunicação de massa estão priorizando o monopólio da informação e da verdade, alguns veículos alternativos estão mais próximos de uma comunicação emancipadora, que modifica para melhor a realidade de muitas pessoas. Evidente, que o interesse dos primeiros são outros.

Em um encontro da Pastoral da Comunicação, refletia-se que, Jesus é o grande protótipo do comunicador. Pois, a comunicação dele atendia as necessidades do povo e transformava vidas; aquilo que Ele comunicava gerava alegria, vida nova em quem assimilava seu conteúdo.

Precisamos pensar: O que estamos comunicando? O que queremos comunicar? Aquilo que estamos comunicando e da forma como estamos, está mudando vidas? Ou estamos sendo ineficientes em nosso conteúdo? Nossa comunicação está à serviço de uma transformação?

Ainda lembrando o russo Stanislawskij, não precisamos esperar estar em um grande palco para sermos grandes atores. Estejamos onde estivermos, com as ferramentas que tivermos, temos em nós o potencial de fazer a diferença. O primeiro passo é a tomada de consciência da oportunidade que está à nossa disposição e que basta a aproveitarmos de forma otimizada.

Reforço! Que todo comunicador, em seu trabalho, seja de que palco for, seja um grande ator à serviço do amor e da vida.

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