(Imagem Ilustrativa)

Conheci um sujeito que tinha como objetivo de vida acumular um milhão de dólares americanos. Esta também havia sido a meta de seu pai, que não a atingiu, então ele assumiu esse desejo.

Trabalhava incansavelmente, dia, noite, madrugadas, sem que isto garantisse mais resultados. Já faz bastante tempo que não o vejo, não sei se conseguirá, talvez já tenha conseguido. Mas de uma coisa tenho certeza, ele deixou de experimentar muita coisa boa dedicando-se a um único objetivo.

Talvez ele esteja correto quanto ao seu pensamento, mas acredito que a maioria das pessoas não pensa assim, não age assim. Eu não penso assim.
É muito importante ter metas, sonhar, batalhar muito por um projeto, entretanto, não precisamos ter um único motivo para nossas vidas. Nossas buscas, nossos anseios podem ser trabalhados em paralelo. O importante é priorizá-los.

Há que se considerar também que não vivemos sozinhos, assim, podemos e devemos compartilhar nossos sonhos, criar objetivos comuns.

Ao longo de nossa história todos nós vemos coisas, aprendemos coisas, buscamos coisas. É um processo diferente para cada um, pois temos preferências, gostos diferentes, habilidades e dons diferentes. Vejam que não falo só de busca por algo material.

Nós mudamos com o passar do tempo, nos adaptamos e amadurecemos. Então, é natural que nossos desejos, nossas ambições também mudem. Adotar um único objetivo na vida pode nos frustar, afetar profundamente caso não tenhamos sucesso em alcança-lo.

Talvez seja melhor continuar fazendo, insistir no propósito enquanto for interessante e, se você se enganou em relação ao seu impulso inicial, você pode escolher um novo ou priorizar um já existente e seguir em frente.

Vejam que esta não deve ser uma ação irresponsável, pois quando decidimos por um caminho, geralmente isso envolve outras pessoas, organizações ou mesmo a sociedade em que vivemos. Isto é mais impactante nas metas compartilhadas.

Outro ponto: pode ser que, tendo um único alvo você o alcance e que talvez quando você chegar lá não tenha mais razões para viver, para aprender, para dividir com alguém. Isto pode ser frustrante, destruidor.

Por isto, tendo em conta que nem tudo é planejável ou previsível, para crescermos, para sermos felizes, em determinado momento pode ser preciso um novo caminho, um novo desafio, pois é possível recomeçar, replanejar e fazer diferente. Assim, é preciso deixar uma porta entreaberta para o desconhecido, sempre.

Adnelson Borges de Campos
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