O corpo e o sangue de Cristo na última ceia. (Imagens Ilustrativas)

A primeira Páscoa também foi nos lares, em reclusão. O amor escrito com o sangue de Jesus na cruz garantiu que um dia Ele buscaria seus filhos para a vida eterna. Celebre esse momento especial com a sua família para reviver essa esperança.

A Páscoa, hoje, é a celebração da morte e ressurreição de Jesus, o acontecimento mais importante para todos os cristãos. Páscoa vem da palavra hebraica pessach e significa passagem. Para os cristãos, é a passagem de Jesus da morte para a vida trazendo salvação para todos que creem nele. Quando morreu e ressuscitou, Jesus pagou o preço do pecado e nos deu uma nova oportunidade para ter um relacionamento pessoal com Deus. Esse foi o grande objetivo dele ao vir para a terra.

A Páscoa tem sido celebrada pelos seguidores de Jesus desde muito cedo na sua história. Hoje, pessoas de todo o mundo se juntam para comemorar essa grande vitória, que mudou suas vidas.

A Festa da Páscoa já existia na época de Jesus

Todos os anos, quando celebravam a festa da Páscoa em Jerusalém, Jesus era levado para lá pelos seus pais. Durante este período de festa, o cordeiro era sacrificado aos arredores do Templo. Muitos judeus vinham de outras regiões, fora da Palestina, para participarem da festa. O mais habitual era os judeus se encontrarem e se reunirem em grupos, também foi assim com Jesus e seus seguidores, pois se reuniram no Cenáculo.

Encontramos em várias partes da Bíblia menções a Jesus ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, como disse João Batista: “Jesus é o cordeiro perfeito”.

O Cordeiro de Deus morreu por todos nós na cruz.

Jesus ressuscitou e não está morto.

Com o sacrifício perfeito e definitivo de Jesus, o Cordeiro do Senhor, não havia nem precisava mais de outros tipos. Na substituição da carne do cordeiro, das ervas, dos pães, Jesus instituiu Seu corpo e Seu sangue em memória deste sacrifício, portanto, ao participarmos da Ceia do Senhor, comemos o pão, bebemos o vinho e lembramos o sacrifício do Cordeiro de Deus na cruz.

A Páscoa judaica

Os judeus também têm uma festa chamada Páscoa, que é bem mais antiga. Como podemos ler em Êxodo 12, quando Deus tirou o povo hebreu do Egito, enviou primeiro um anjo para matar o filho mais velho de todas as famílias egípcias. Para evitar a praga, Deus mandou os judeus matar um cordeiro por família, em lugar do filho mais velho, e pôr o sangue à volta da porta de casa. Assim, o anjo passou mas não matou os filhos dos hebreus. Nessa noite saíram do Egito. Então, na festa judaica da Páscoa, a “passagem” significa a passagem do anjo da morte.

Pão sem fermento e vinho representando o renascimento de Jesus.

Depois que saíram do Egito, os judeus passaram a celebrar esse dia de libertação todos os anos, comendo cordeiro e pães sem fermento. Foi na altura da Páscoa judaica que Jesus foi crucificado. Para o cristão, Jesus é o Cordeiro que morreu em nosso lugar para que possamos ter vida eterna com Deus.

Símbolos da Páscoa

Alguns símbolos bíblicos da Páscoa são a ceia (o pão e o vinho), que Jesus instituiu na Quinta-Feira Santa, antes de ser crucificado. O peixe também está associado ao tempo da Quaresma, que precede a Páscoa, e era um símbolo usado entre os crentes da igreja primitiva para se identificarem.

A Páscoa passou a ser representada pelo corpo e sangue de Cristo.

A Páscoa acontece na primavera do hemisfério norte, altura em que muitas religiões pagãs tinham festas para celebrar o fim do inverno, a vida e a fertilidade. O ovo e o coelho da Páscoa vêm dessas tradições pagãs. O ovo simboliza a nova vida e o coelho a fertilidade. É importante lembrar que esses símbolos não devem ser o foco da Páscoa, devem apenas fazer-nos lembrar da ressurreição de Jesus, que nos deu uma nova vida e uma nova esperança.

Êxodo 12:1-28

1O Senhor disse a Moisés e a Arão, no Egito:
2”Este deverá ser o primeiro mês do ano para vocês.
3Digam a toda a comunidade de Israel que no décimo dia deste mês todo homem deverá separar um cordeiro ou um cabrito, para a sua família, um para cada casa.
4Se uma famí¬lia for pequena demais para um animal inteiro, deve dividi-lo com seu vizinho mais próximo, conforme o número de pessoas e conforme o que cada um puder comer.
5O animal escolhido será macho de um ano, sem defeito, e pode ser cordeiro ou cabrito.
6Guardem-no até o décimo quarto dia do mês, quando toda a comunidade de Israel irá sacrificá-lo, ao pôr do sol.
7Pas¬sem, então, um pouco do sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas das casas nas quais vocês comerão o animal.
8Naquela mesma noite comerão a carne assada no fogo, com ervas amargas e pão sem fermento.
9Não comam a carne crua, nem cozida em água, mas assada no fogo: cabeça, pernas e vísceras.
10Não deixem sobrar nada até pela manhã; caso isso aconteça, queimem o que restar.
11Ao comerem, estejam pron¬tos para sair: cinto no lugar, sandá¬lias nos pés e cajado na mão. Comam apres¬sa¬damente. Esta é a Páscoa do Senhor.
12”Naquela mesma noite passarei pelo Egito e matarei todos os primogênitos, tanto dos homens como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor!
13O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destrui¬ção não os atingirá quando eu ferir o Egito.
14”Este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa ao Senhor. Celebrem-no como decreto perpétuo.
15Durante sete dias comam pão sem fermento. No primeiro dia tirem de casa o fermento, porque quem comer qual¬quer coisa fermentada, do primeiro ao sétimo dia, será eliminado de Israel.
16Convoquem uma reunião santa no primeiro dia e outra no sétimo. Não façam nenhum trabalho nesses dias, exceto o da preparação da comida para todos. É só o que poderão fazer.
17”Celebrem a festa dos pães sem fer¬mento, porque foi nesse mesmo dia que eu tirei os exércitos de vocês do Egito. Celebrem esse dia como decreto perpétuo por todas as suas gerações.
18No primeiro mês comam pão sem fermento, desde o entardecer do décimo quarto dia até o entardecer do vigésimo primeiro.
19Du¬rante sete dias vocês não deverão ter fermento em casa. Quem comer qualquer coisa fermenta¬da será eliminado da comunidade de Israel, seja estrangeiro, seja natural da terra.
20Não comam nada fermentado. Onde quer que morarem, co¬mam apenas pão sem fermento”.
21Então Moisés convocou todas as auto¬ridades de Israel e lhes disse: “Escolham um cordeiro ou um cabrito para cada família. Sacrifiquem-no para celebrar a Páscoa!
22Mo¬lhem um feixe de hissopo no sangue que estiver na bacia e passem o sangue na viga superior e nas laterais das portas. Nenhum de vocês pode¬rá sair de casa até o amanhecer.
23Quando o Senhor passar pela terra para matar os egípcios, verá o sangue na viga superior e nas laterais da porta e passará sobre aquela porta, e não permitirá que o destruidor entre na casa de vocês para matá-los.
24”Obedeçam a essas instruções como decreto perpétuo para vocês e para os seus des-cendentes.
25Quando entrarem na terra que o Senhor prometeu dar a vocês, celebrem essa ceri-mônia.
26Quando os seus filhos pergunta¬rem: ‘O que significa esta cerimônia?’,
27respondam-lhes: É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou sobre as casas dos israelitas no Egito e poupou nossas casas quando ma¬tou os egípcios”. Então o povo curvou-se em adoração.
28Depois os israelitas se retiraram e fizeram conforme o Senhor tinha ordenado a Moisés e a Arão.

1 Coríntios 5:7-8

7Limpem-se pois de toda essa velha levedura; tornem-se uma massa sem fermento, para que todos se mantenham incontaminados. Cristo, o cordeiro da nossa Páscoa, foi sacrificado em nosso lugar.
8Celebremos pois essa festa espiritual, deixando para trás o fermento da maldade, a antiga vida, podre de tanto vício, de tanto pecado. Em vez disso, participemos nessa festa espiritual com o pão da sinceridade e da verdade.

Hugo Lopes Júnior
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