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Uma viagem pela Cracóvia na Polônia pelo relato da viajante Ingrid Requi Jakubiak

O coloridíssimo interior da Basílica da Virgem Maria. (Foto: Targeman Creative Commons)

A Polônia é um país de pequenas cidadezinhas espalhadas por uma imensa planície. Quando se desce ao sul pela Galícia até as fronteiras com a Eslováquia, o terreno vai ficando montanhoso. É nesse extremo que ficam cidades famosas como Zakopane e Jurgów, conhecidas por sua cultura muito particular mesmo dentro da riquíssima cultura polonesa. Ainda assim, não é um lugar nem de longe tão conhecido como Cracóvia, que talvez seja até mais conhecida que a capital Varsóvia.

(…) Por não ter sido destruída na Segunda Guerra Mundial, como Varsóvia e Rzeszów, ela é uma cidade completamente conservada e, por consequência, extremamente turística. Andar pelas ruas do seu centro histórico é como andar em Londres ou no pico do Corcovado: ouve-se idiomas e sotaques de todo o mundo. O grande point é o Rynek (mercado, porém, em um sentido de praça do mercado), onde ao chegarmos em hora cheia podemos ouvir a trombeta tocar do alto da torre da Basílica da Virgem Maria. Há vários séculos, após o sino badalar as horas, a trombeta soa quatro vezes, cada uma para um dos pontos cardeais, o Hejnał Mariacki. É uma grande marca da cidade e, para mim, ouvir o Hejnał é uma emoção a cada vez.

Além da trombeta, há algo mais de especial na Basílica, que é ser a maior expressão do gótico polonês. De fato, a principal característica polonesa ali é o fato de que não há uma parede lisa na catedral construída no século XIV: todas estão pintadas com flores, anjos ou cenários. Não é de se negar que é uma ostentação imensa. A Polônia é um país extremamente católico – perdi a conta de quantos taxistas se gabaram de não haver islamismo na Polônia – e suas igrejas não poderiam ser menos indicativas disso. Inclusive, é verdade sim que o que mais tem na Polônia é igreja. Em Cracóvia, você encontra literalmente uma igreja a cada 200 metros. E nisso se misturam igrejas de todas as épocas. Você pode, facilmente, encontrar uma igreja de 200 anos ao lado de uma 600, 800 anos. E, pra mim, isso é o mais interessante de Cracóvia: tudo é velho! Tudo é antigo. As igrejas, os prédios do século XIX (que têm uma arquitetura que os faz parecer até mais antigos), o Sukiennice (mercado de tecidos, que hoje é um mercado de caríssimas lembranças polonesas) renascentista, os muros medievais e o Castelo de Wawel. Prato cheio pra quem gosta de história medieval e de arquitetura antiga.

Confira o texto na íntegra em: centralsmok.wordpress.com.

Acadêmica de bacharelado e licenciatura em História pela UFPR (2015), membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Mateus do Sul (2016), e atua como monitora no Museu Egípcio e Rosacruz de Curitiba (2016). Mesmo sendo sua área de pesquisa a História Antiga, é apaixonada pela História Regional.

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