Fachada do prédio na entrada pela Avenida Ozy Mendonça de Lima acumula limbo. (Fotos: Alexandre Douvan/Gazeta Informativa)

Logo na entrada do Terminal Rodoviário Guilherme Kantor pela Avenida Ozy Mendonça de Lima de São Mateus do Sul se nota sujeita acumulada na faixada do prédio. Dentro da rodoviária, infiltração em uma das vigas e vários trechos do forro se encontram em mau estado ou foram retirados. Essas e outras observações são compartilhadas por usuários do terminal rodoviário.

Uma jovem leitora que não quis se identificar, afirma que costuma passar pela rodoviária das 7h às 7h30 da manhã quando vem a São Mateus para visitar os pais. Ela conta que a rodoviária estava com “mau cheiro e banheiros fechados”. A jovem também afirma que mendigos estavam visivelmente embriagados e pedindo dinheiro no local, o que reclama causar insegurança. Ao ir até a rodoviária a reportagem pôde constatar que de fato há problemas estruturais, como infiltração em vigas e falta de forro em alguns pontos, mas os banheiros estavam abertos e não havia pessoas importunando quem esperava o ônibus.

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Falta de segurança

Uma das questões apontadas pela jovem que procurou a reportagem é a falta de segurança no terminal rodoviário. Ela aponta que não se sente bem em permanecer no local em virtude de pessoas embriagadas, geralmente moradores de rua, que se aglomeram no terminal e muitas vezes importunam pedindo dinheiro.

Viga com visível infiltração no corredor do terminal rodoviário.

Este não é o primeiro relato da falta de segurança na rodoviária de São Mateus do Sul. Relembramos dois casos em que a Polícia Militar (PM) foi acionada para resolver conflitos, ambos há menos de um ano. Em junho de 2019 as servidoras acionaram a PM por conta de dois homens embriagados estarem impedindo a limpeza do prédio. Em agosto de 2019 a PM foi solicitada no terminal por conta de um morador de rua estar ameaçando um homem com um facão.

Bruna Nizer, 21, é frequentadora assídua da rodoviária, faz viagens entre Ponta Grossa e São Mateus do Sul a cada 15 dias e também aponta que nunca viu um funcionário da segurança. “É uma falta de segurança para o usuário e para quem trabalha lá”, afirma.

Usuários reclamam da limpeza

“A gente fica em um ambiente sujo, com mau cheiro, cercado de pedintes bebendo pinga em plena luz do dia, sem estrutura”, aponta a jovem que não quis se identificar. Ela procurou a redação da Gazeta Informativa pois não sabia a quem compete a administração do terminal.

Bruna Nizer também aponta que o mau cheiro é frequente na rodoviária e elenca que “o ambiente está sempre sujo e mal cuidado”. Para Bruna o terminal não tem tanto movimento para justificar o fato de estar sempre sujo.

Quando a reportagem do GI esteve no terminal, constatou que o piso e os bancos não se encontravam nas melhores condições de limpeza. Os bancos em mau estado, sujos alguns danificados, também são notados por Bruna, que como contribuinte se sente incomodada com o estado das instalações. Para ela, as lixeiras do prédio estão mal distribuídas e poderiam estar posicionadas em mais pontos.

Falta informações aos usuários

Tanto a fonte que não quis se identificar quanto Bruna relatam que passaram por situações incômodas pela falta de informação. “Às vezes as empresas de ônibus não atendem o telefone e quando você vai até a rodoviária, não estão no guichê e também não há qualquer funcionário para dar informação”, relatam.

O teto tem trechos do forro danificados ou faltando.

A compra de passagens também se mostra problemática, pois “se há algum problema no site para comprar a passagem, se ir ao guichê das empresas só nos atendem quando está perto do horário do ônibus chegar”, contam.
Bruna afirma que as próprias empresas de ônibus poderiam pressionar para que houvesse alguma mudança nas condições do prédio, uma vez que operam ali e muitas pessoas preferem embarcar em pontos dentro da cidade do que ir até a rodoviária.

A Secretaria de Administração não deu retorno

A reportagem foi duas vezes até a Secretaria Municipal de Administração, localizada no prédio ao lado da Prefeitura, em busca de esclarecimentos para as demandas apresentada. O secretário João Alfredo Buchner não se encontrava na secretaria em ambos os momentos e lhe foi enviado e-mail solicitando que falasse sobre os pontos elencados acima. Uma semana depois entramos em contato novamente solicitando que respondesse às demandas mas não obtivemos qualquer retorno até o momento.

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