Com casos no Paraná, campanha busca vacinar pessoas de 9 meses a 59 anos que não tomaram a vacina. A vacina estará sendo aplicada no Centro de Saúde, localizado na Rua 21 de Setembro, 355, Centro de São Mateus do Sul. (Fotos: Acervo Gazeta Informativa)

Acontecerá neste sábado (16), no Centro de Saúde, localizado na Rua 21 de Setembro, 355, Centro, das 8h às 17h, uma campanha da vacinação contra a febre amarela em São Mateus do Sul. Essa ação está sendo feita após casos da doença confirmados no litoral paranaense. A dose é única, e pessoas de 9 meses a 59 anos deverão receber a vacina, com prioridade para os grupos de maior risco, ou seja, aqueles que ainda não receberam a dose, moradores e trabalhadores da área rural em especial os que moram em comunidades no entorno de áreas com mata, assim como aquelas que pretendem visitar a região litorânea devem receber a vacina 10 dias antes da viagem. “Quem já é vacinado contra a febre amarela não precisa receber a dose. Quem não lembra se tomou a vacina, ou não possui o comprovante vacinal, deverá receber a dose novamente”, informa a equipe de vigilância epidemiológica do município. No dia da vacina, é necessário a carteirinha de vacinação e documentos pessoais.

A vacina é contraindicada para gestantes, mulheres que estão amamentando, crianças menores de 6 meses, idosos com mais de 60 anos, pessoas com doenças hematológicas, que fazem tratamento para câncer, que possuem doenças auto imunes ou aquelas que realizaram transplantes nos últimos dois anos. “Esses casos especiais só vacinamos com prescrição médica”, diz. A recomendação para quem não pode receber a vacina é fazer o uso de medidas de proteção individual, como repelentes, telas em janelas, mosquiteiros, calças e blusas com manga cumprida e evitar o deslocamento para áreas de risco.

O município de São Mateus do Sul recebeu o alerta epidemiológico para febre amarela assim que foram confirmados os casos no litoral. Na quinta-feira (7), foram confirmados três casos de febre amarela no estado. A secretaria de estado da saúde confirmou nesta quinta-feira (14), o quarto caso de febre amarela no estado. A pessoa infectada é de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, mas o local de infecção ainda está sob investigação.

O primeiro caso foi registrado em Antonina, no final de janeiro, mas o local de provável de infecção pode ter sido Guaraqueçaba. Os outros dois são de Adrianópolis, também na Região Metropolitana de Curitiba, classificados como autóctones – quando a infecção do vírus se dá na própria cidade.

Desde 2015 o Paraná não tinha registros da doença. Mais de 30 casos estão sendo investigados de acordo com a secretaria de saúde. O maior número de pessoas infectadas já registrado no país foi no município de Ribeira, divisa entre São Paulo e Paraná, com mais de 500 casos e 176 mortes.

A febre amarela silvestre é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida pelo mosquito do gênero Haemagogos à pessoas não vacinadas. Os sintomas iniciais são febre alta de início súbito, associada à dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômitos, dor no corpo, dor abdominal, ou seja, confundem com outras doenças como gripe e dengue. A febre amarela pode ter evolução rápida, em cerca de 10% dos casos, para formas graves com icterícia (amarelão na pele), dor no abdominal intensa, sangramento no sistema digestivo (vômitos ou fezes com sangue), na pele ou urina e falência renal. “Por isso a importância de identificar a doença precocemente para realizar os cuidados médicos necessários, pois a febre amarela pode levar a morte”, diz a equipe de saúde.

Alerta para região

A secretaria de saúde informa que se alguém perceber macacos mortos – há muitos da espécie bugio na região –, deverá comunicar a vigilância sanitária, pois os macacos, assim como os seres humanos, também são vítimas da doença. Eles são os principais hospedeiros do vírus, mas os vetores – aqueles que carregam o vírus –, são os mosquitos que vivem nas matas. Informe a vigilância sanitária no telefone (42) 3912-7078.
São Mateus do Sul possui a vacina contra a febre amarela e ela é administrada como rotina nos postos de saúde.

Estudante de Jornalismo que adora escrever e conhecer um pouco sobre a vida e a história de cada pessoa envolvida. Preza pela essência que é repassada na produção de cada matéria, valoriza os pequenos gestos e apoia o ativismo ambiental. E-mail para contato: claudia@gazetainformativa.com.br

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