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Vapor Pery passa por pintura

O Vapor Pery ganhou novas cores. A pintura está sendo realizada há mais de 2 semanas, e causou repercussão entre os moradores de São Mateus do Sul. (Fotos: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Há algumas semanas, em São Mateus do Sul, o Vapor Pery está passando por uma pintura. Localizado no Praça do Iguaçu, o Pery é um monumento importante para a história municipal. As cores escolhidas foram azuis e brancas, de acordo com a Lei Municipal aprovada pela Câmara Municipal de Vereadores, que intitulou as cores como padronizadas para os locais públicos.

De acordo com o Secretário de Obras de São Mateus do Sul, Marcello Daniel Jacopetti, muitos locais públicos estão passando por esse tipo de pintura, e por ser um monumento pertencente a Prefeitura Municipal, o Pery também foi incluso nesta intervenção.

A finalidade de tal lei é baseada em adotar uma padronização oficial, seguindo a originalidade da Bandeira Municipal em prédios públicos, monumentos, uniformes escolares, veículos oficiais e maquinários. A lei determina que as cores predominantes nas fachadas serão, obrigatoriamente, azuis e brancas, sem que haja predominância uma sob a outra de acordo com a cor expressa na bandeira do município.

“O valor para essas pinturas são recursos próprios da Prefeitura Municipal. Estamos realizando as pinturas de acordo com a necessidade de cada espaço”, afirma Jacopetti.

Nas redes sociais, as divisões de opiniões sobre as cores padronizadas renderam diversos tipos de comentários. Alexandre Stori Douvan diz que é pertinente lembrar que o local não recebe a devida atenção da Prefeitura há muito tempo. “A pintura e o corte da grama é sim necessária e a Prefeitura acertou nisto, mas pintar o barco de azul não foi legal. O Pery é um monumento histórico do município, não seria mais justo preservá-lo, todo, em sua cor original?”, instiga.

Em contrapartida, algumas pessoas apoiaram a atitude de manter o Pery em uma estrutura agradável sem estar depredado. “Seria muito bom que o Pery estivesse nas cores originais, mas temos que reconhecer que depois de muito tempo e muitas gestões, há ao menos uma preservação. Já é um primeiro passo que deve ser reconhecido. O Vapor havia virado morada de indigentes, estava pichado e num fedor incrível (eu fui lá várias vezes). Por isso é bom vê-lo nesse estado agora”, comenta Gerson Cesar Souza.

Relembrando a história do Vapor Pery

A Fundação Cultural de São Mateus do Sul possui um site repleto de informações sobre os pontos que marcaram a história do município. Comentando sobre o Vapor Pery, os dados encontrados apresentam diversas características.

Uma das principais curiosidades que encontramos, e que vale resaltar, é que o Vapor Pery foi lançado às águas do Iguaçu em 1912 pela firma Guiblin & Cia, juntamente com duas lanchas de grande proporção: “Cila” e “Duda”. Suas máquinas tinham uma potência de 75 cavalos – vapor. Sua capacidade de carga, incluindo as lanchas, era de 1100 sacas de erva mate ou 400 dúzias de tábuas. Passou pôr três reformas que lhe deram, cada uma, aspectos diferentes como: a mudança do casco de madeira para ferro, o oferecimento de quatro cabines fechadas com beliches aos passageiros que, em sua última reforma em 1939, passaram para a tolda.

A navegação no Rio Iguaçu extinguiu- se em 1953, mas ainda no ano de 1971 o Vapor Pery permanecia às margens do rio, em São Mateus do Sul, como um fantasma, em estado de total abandono. Somente no ano de 1996 os projetos de recuperação do Vapor Pery tiveram início. Seu casco foi restaurado e foram reconstruídos os apetrechos do convés. Sua reconstrução foi concluída no início de 1997.

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